Corria o ano de 1963 e uma grande empresa japonesa anunciou um projeto de construção de uma refinaria de petróleo em Nishinomiya. As promessas de desenvolvimento econômico não seduziram a população, preocupada com o potencial de contaminação ambiental associado à iniciativa. Mobilizações foram iniciadas e o projeto acabou sendo deixado de lado após um plebiscito. A partir dali, a preservação do meio ambiente se tornou uma marca de Nishinomiya. Atualmente, o município, em parceria com organizações da sociedade civil, desenvolve inúmeros projetos de Educação Ambiental.
Um destes projetos começou de forma despretensiosa há mais de 15 anos, dentro do Departamento Municipal de Limpeza de Rios. Por iniciativa própria, um grupo de funcionários começou a coletar peixes durante o trabalho e organizar um aquário para mostrá-los à população. Em 2005, a iniciativa foi reconhecida pela prefeitura e deu origem ao Aquário de Nishinomiya - instalação localizada no Centro da cidade e que conta, atualmente, com exemplares da maioria das 60 espécies existentes nos rios da cidade.
''Quando começamos a coletar os peixes, não sabíamos que a ideia ia crescer tanto'', revela o coordenador do Aquário, Yoshiki Sakamoto - que fazia parte do antigo grupo de funcionários do Departamento de Limpeza de Rios. Com custo aproximado de R$ 12 mil mensais, o Aquário recebe aproximadamente 25 mil estudantes da rede pública de ensino e promove atividades de campo para coleta e observação da vida aquática.
Outra iniciativa que revela o cuidado de Nishinomiya com o meio ambiente está na área dos resíduos. O lixo reciclável é separado em seis diferentes tipos dentro de casa e acondicionado em sacos específicos. O descarte de resíduos de grande porte - armários, sofás e outros equipamentos - é feito mediante o pagamento de taxa separada. E o restante do lixo - orgânico e rejeito - é levado para uma Central de Tratamento de Resíduos (CTR) totalmente coberta, o que impede qualquer tipo de vazamento de odores.
Na CTR, o lixo é incinerado e produz energia elétrica, utilizada para movimentar a própria unidade. O excedente de energia é vendido. Os gases só são liberados para a atmosfera após a remoção de poluentes.
A sociedade civil também participa de projetos ambientais, em parceria com a Prefeitura. O melhor exemplo é o Eco-Card. Trata-se de uma iniciativa que premia crianças e adultos que participam de ações ambientais. Cada pessoa recebe um cartão ecológico que vai sendo carimbado de acordo com o envolvimento de cada um. A premiação ocorre por meio de brindes, no caso das crianças, e de recursos para as associações de bairro, no caso dos adultos.(F.C.)

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