Na ''batalha'' da dengue no Brasil não é só o mosquito Aedes aegypti que está levando vantagem. Algumas cidades estão conseguindo vencer o mosquito e diminuir os casos de dengue. Um exemplo é São José do Rio Preto, cidade de 380 mil habitantes, no interior de São Paulo, que teve uma epidemia em 2001 com o registro de 7 mil casos.
Desde então a cidade vem registrando queda nos casos. No ano passado, foram 990 pessoas com dengue e este ano cerca de 300. A cidade pode ser considerada um exemplo para o País, mas principalmente para Londrina, que vive uma epidemia e que corre risco, já anunciado pelo secretário de Saúde, Sílvio Fernandes, de epidemia de dengue hemorrágica para o próximo verão. Londrina tem hoje 1.796 casos confirmados de dengue e 8.752 notificados. A cidade tem cerca de 450 mil habitantes.
Um dos principais fatores que fizeram a diferença em São José do Rio Preto, segundo o diretor de Vigilância e Saúde, Eduardo Sérgio Marques Lázaro, foi a contração efetiva dos agentes de saúde. Lázaro disse que a contratação definitiva fez com que o agente se tornasse realmente um profissional de controle do Aedes. Em Londrina, o contrato é temporário, com duração de um ano.
Em São José do Rio Preto, cada agente foi designado para uma área da cidade, com isso passou a conhecer os locais mais problemáticos e estabeleceu vínculo com a comunidade. Um convênio da prefeitura com uma entidade filantrópica permitiu a contratação desses agentes.
Outro fator que pode estar fazendo a diferença é o número de agentes: 360 percorrerem casas e pontos estratégicos, e fazem o bloqueio contra o mosquito. Entre eles 60 carroceiros, contratados para retirar lixo de terrenos baldios. Para o trabalho feito duas vezes por semana o salário é de R$ 200,00.
Os postos de saúde têm cartão de orientação ao paciente com suspeita da doença e para os médicos um manual de procedimentos em casos de dengue hemorrágica.

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