Cidade de SP se prepara para visita do papa
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sábado, 17 de março de 2007
Agência Estado 
Potim - ''Se Nossa Senhora interceder, o papa desce do carro'', diz a bordadeira Maria Augusta Gusmão, de 69 anos. Pode parecer algo simples, mas este é o milagre que a maioria dos 15 mil habitantes de Potim, vizinha a Aparecida, no interior de São Paulo, espera que o papa Bento XVI realize durante sua rápida passagem pela cidade.
Até o momento, o acertado é que, no dia 12 de maio, o papa visite Guaratinguetá - mais especificamente a Fazenda da Esperança, no bairro de Pedrinhas, onde irá conhecer um projeto de recuperação de dependentes químicos. Depois dessa visita, o papa segue de carro fechado (nada de papamóvel) para seu aposento no Seminário Bom Jesus, em Aparecida. No trajeto, irá cruzar a cidade de Potim.
Se não descer do carro para um aceno ou uma bênção, serão menos de 15 minutos passando pela cidade. Para Potim será um evento marcante. ''A simples passagem do papa já muda a nossa história, já dá uma injeção de auto-estima em nossa população'', diz o prefeito, Gilberto do Carmo.
Potim é a caçula da região do Vale do Paraíba. A cidade era um distrito de Guaratinguetá até 1991, quando foi emancipada. Antes da confirmação da passagem do papa por lá, a cidade só aparecia no noticiário graças aos dois presídios que abriga.
''A visita do papa é uma alegria para a população, mas uma preocupação para o prefeito'', brinca o próprio político. O receio é mais do que justificado. De uma só vez, Potim deve receber mais de 20 mil visitantes. Não há hotéis, restaurantes e estacionamento para toda essa gente. A princípio, o prefeito vai transformar a escola pública em um alojamento improvisado e criar bolsões de estacionamento em terrenos vazios.
Os moradores também estão dispostos a abrir suas residências para abrigar romeiros que vierem de longe. Na casa de cinco cômodos dos aposentados João e Terezinha da Costa, os lugares já estão reservados. ''Vou receber quatro pessoas, mas se tivesse espaço receberia mais de 20'', diz João.
O padre Carlos A. Carvalho, 54 anos, tem se ocupado com os preparativos. ''Já estamos conversando com a pastoral que atua nos presídios. Os presos confeccionarão as bandeirinhas que enfeitarão a cidade'', diz. Além das bandeiras, uma fanfarra deve ser convidada para tocar no coreto da praça.


