Em se tratando de homicídios, a criminalidade de Londrina ano passado foi mesmo maior do que a da cidade do Rio de Janeiro em 2001. A capital fluminense ficou então como a quinta capital com mais homicídios por habitante, com 35,6. Londrina também tem números que vão contra a tendência regional. O levantamento mostra que o decréscimo das mortes violentas foi de 0,31% em todo o Sul do país. No Norte brasileiro, o decréscimo foi de 4,54%, enquanto que no Nordeste, o aumento foi de 15,16%.
E os homicídios cometidos em São Paulo, quem diria, foram proporcionalmente menores do que os de Londrina. Além disso, o município paranaense tem um crescimento de casos significativo em relação ao comportamento de São Paulo. Em Londrina, onde ocorreram 117 homicídios em 2001, houve um acréscimo de 37,6% em assassinatos. Na capital paulista, de acordo com os dados do Senasp, houve redução de 7,84% nos homicídios dolosos.
Mesmo em mortes violentas, Londrina teve em todo o 2002 índices equiparáveis aos das mais violentas capitais do país. Nos primeiros seis meses de 2002, Porto Velho (RO) registrou 50,9 mortes violentas por 100 mil habitantes, enquanto Vitória (ES) teve 41,1, seguida por Rio de Janeiro (39,1), Recife (36,5), Goiânia (35,9) e São Paulo (30,5). Vale lembrar que, além dos homicídios dolosos e latrocínios, o levantamento da Senasp também incluiu no ítem ''morte violenta'' os homicídios culposos de trânsito, não contabilizados pela Folha de Londrina em seu monitoramento de crimes no ano passado.
Os números apresentados pelo Senasp, concedidos pelas secretarias estaduais de Segurança Pública de todo o país, ainda pecam por diferenças de metodologia. Algumas contabilizam apenas os crimes de homicídio doloso. Outras incorporam lesão corporal seguida de morte, roubo seguido de morte, morte suspeita e resistência seguida de morte. Diferentes critérios de classificação de tipos de crimes podem causar alteração de índices. São Paulo, por exemplo, onde uma chacina é considerada apenas como um caso. Também houve grande aumento do índice de criminalidade em Recife, onde a polícia modificou a metodologia de comparação.

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