Londrina vai entrar na briga para ficar com uma fatia do bolo de R$ 250 milhões em financiamentos do governo federal para viabilizar o novo sistema de transporte público que está sendo desenhado para o município. A informação é do presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU), Wilson Sella, que participou, na semana passada, em Brasília, do lançamento do ''Programa de Financiamento de Infra-estrutura para o Transporte Coletivo'' (Pró-Transporte), do Ministério das Cidades.
Mas, de acordo com a Secretaria Nacional de Transporte e Mobilidade Urbana, o programa já tem uma demanda acumulada de R$ 534 milhões, com projetos de 17 prefeituras. Sella garantiu que Londrina tem boas chances, principalmente, porque ''poucos municípios vão ter capacidade de endividamento compatível''.
Londrina, segundo a própria CMTU, tem atualmente um dos sistemas de transporte coletivo mais caros do País. Isso, em grande parte (54%), é puxado pelo custo da mão-de-obra. Outra parte está relacionada com a baixa taxa de mobilidade (percentual da população que usa transporte coletivo), que é de cerca de 35%. Por fim, as gratuidades oferecidas também interferem no custo final. Mas, por outro lado, a CMTU considera que o sistema é equilibrado e com bom grau de eficiência.
Sella lembrou que todas as exigências do programa serão cumpridas pelo edital de licitação do sistema que está sendo acelerado para que possa ser lançado até o dia 25 de novembro. Essa é a última data para os interessados ingressarem com projetos solicitando o financiamento do ''Pró-Transporte'' (veja texto ao lado).
No início da próxima semana, cumpre-se uma parte importante desse cronograma. A TC/BR Consultoria, de Brasília (DF), entregará o relatório final sobre os estudos de modelagem do novo sistema de transporte coletivo para ser submetido à analise do Comitê do Transporte Coletivo, que poderá incluir novas propostas. No dia 15 de outubro, o mesmo grupo se reúne para enviar a minuta do projeto de lei para o Executivo. O passo seguinte será a realização de audiência pública, prevista para ocorrer no início de novembro. Depois, o projeto de lei segue para votação na Câmara de Vereadores antes de ser deflagrada a licitação.
Se esses prazos forem cumpridos, as próprias empresas vencedoras do processo de licitação poderão assumir a execução das obras, como prevê o ''Pró-Transporte''. ''Isso não compromete a capacidade de endividamento do município e agiliza a execução das obras, porque o setor privado não tem as regras licitatórias do poder público'', destacou Sella. O município pretende buscar recursos para fazer corredores exclusivos para transporte público, construir mais mil abrigos, recuperar calçadas com colocação de piso tátil para portadores de deficiência e instalação de escadas-rolantes no Terminal Urbano.

mockup