A ocorrência de catapora ou varicela, que normalmente é mais comum no mês de setembro, este ano está se prolongando em Londrina. Mas o número de casos ainda não caracteriza as ocorrências como surto da doença. ''A curva de registro da doença está em declínio, mas este ano houve um aumento dos casos além do período considerado normal'', afirma a gerente do setor de Epidemiologia da Autarquia Municipal de Saúde de Londrina, Sônia Fernandes, que ainda não tem números da doença tabulados.
Esse aumento de casos levou muitos pais a procurarem clínicas particulares para imunizarem seus filhos contra a doença, que é altamente contagiosa. O Sistema Único de Saúde (SUS) não oferece a vacina. Cada dose custa cerca de R$ 100,00. Em Londrina, segundo o presidente da Sociedade Brasileira de Imunização, o médico José Luiz da Silveira, apesar da grande procura, não houve falta de vacina contra a doença, como em outras regiões do Brasil.
O médico pediatra Issao Udihara explica que a varicela ou catapora é provocada pelo Herpes virus e atinge principalmente crianças até os 12 anos. Ele observa que a doença é benigna, mas altamente contagiosa. ''A criança doente pode transmitir o vírus um dia antes do aparecimento das bolhas na pele até uma semana depois. Daí a necessidade de ficar isolada'', comenta.
Udihara diz que não há um tratamento específico para a doença, mas são recomendados uso de antissépticos para evitar infecções e antialérgicos, para reduzir a coceira característica da doença. ''O ato de coçar, além de contribuir para o aparecimento de infecções, pode deixar cicatrizes na pele'', observa. O tratamento só deve ser iniciado depois que um médico diagnosticar a doença. ''A automedicação é perigosa, por isso qualquer remédio só sob orientação médica'', alerta.

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