Cidadão também é responsável pela sujeira na cidade
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segunda-feira, 22 de abril de 2002
Luciano Augusto Reportagem Local 
Ao invés da lixeira, a calçada. Ao invés da sacolinha plástica do carro, a rua. É assim, jogando um papel de bala aqui, uma bituca de cigarro ali, uma latinha de refrigerante acolá, que o cidadão contribui para que a cidade fique cada vez mais suja.
Quando não chove, esse lixo se acumula nas ruas até ser recolhido pelos varredores. Quando chove, o lixo segue para os bueiros, escorre pelas galerias pluviais até chegar à caixa principal, onde se acumula. Aí, além de dificultar o escoamento da água, propicia a proliferação de ratos e insetos.
Aliás, a sujeira acumulada em local não apropriado já está provocando o aumento preocupante da população de ratos. A coordenadora do setor de saneamento da Vigilância Sanitáriado município, Ane Cristina Hiltel, apontou que muitos depósitos de lixos que vão para reciclagem também estão servindo como criadouros. Segundo ela, é preciso readequar estas áreas e instruir os catadores a não abandonar em terrenos baldios o lixo que não serve para ser reaproveitado.
Para o gerente da Vigilância Sanitária, Marcelo Viana de Castro, a cidade precisa de um trabalho de prevenção focado na educação sanitária das pessoas, sobretudo com a população estudantil. Ele pediu para que a direção das escolas entre em contato com a vigilância para agendar possíveis visitas e palestras dos técnicos.
Para quem não sabe, existem punições para os sujões de plantão. Um exemplo: quem atira objetos pela janela do carro ou os abandona em vias públicas está sujeito a uma multa de 80 Ufirs (cerca de R$ 80,00). A infração é considerada de média gravidade.
Segundo informações do departamento de limpeza pública da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) de Londrina, os cerca de 40 varredores de rua que atuam nas principais vias e na área central recolhem aproximadamente 280 sacos plásticos (de 100 litros) de sujeira por dia. As ruas e avenidas dos bairros estão no aguardo do encerramento do processo de licitação para coleta de lixo e varrição, que foi suspenso pela Justiça na última semana.
Conforme relatou o chefe do departamento, Délcio Garcia Martin, o lixo retirado das ruas é composto basicamente por embalagens descartáveis, copos plásticos e os populares panfletos publicitários, que são distribuídos aos motoristas nas principais avenidas.
O trabalho (de panfletagem) é legal, tanto que no próprio panfleto existe a indicação da lei, mas os motoristas acabam jogando pela janela, afirmou Martin. Ele completou que precisa até mesmo manter equipes de limpeza permanentes nos locais de panfletagem.


