Ciclovia para compensar superpostes
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 29 de outubro de 2014
Guilherme Batista<br>Equipe Bonde 
Londrina - A Copel abriu concorrência pública para construir uma ciclovia de 1,6 quilômetro na Avenida Waldemar Spranger (zona sul de Londrina). A pista para ciclistas foi exigida como medida compensatória pela Prefeitura para a "liberação do não óbice" da linha de transmissão de 138 mil volts dos chamados superpostes. Para o município, a ciclovia, com valor previsto de R$ 310 mil, compensaria o impacto causado pelas obras da Copel, orçadas em R$ 25 milhões.
A pista será construída entre a PR-445 e a Rua dos Funcionários, onde fica a Associação dos Funcionários Municipais de Londrina (AFML). O edital de concorrência pública foi publicado na edição de terça-feira do Diário Oficial do Estado. A Copel pretende concluir a licitação, com a contratação da empresa que ficará responsável pela construção da ciclovia, em 45 dias.
O secretário municipal de Obras, Walmir Matos, confirmou a existência da medida compensatória, mas evitou dizer se há outros procedimentos que a Copel terá que executar. Ele lembrou que não era secretário na época da negociação das compensações com a empresa.
As obras da Copel são alvo de críticas de moradores das regiões oeste e sul desde o ano passado. Em setembro de 2013, a companhia concordou em mudar o traçado dos superpostes após pressão dos moradores da Gleba Palhano. O pedido dos representantes dos jardins Presidente, Maringá e Igapó, no entanto, não foi atendido. As estruturas gigantes foram instaladas entre as ruas e avenidas dos bairros e, também, às margens do lago Igapó 2.
Os moradores argumentam que a instalação dos superpostes e a implantação da subestação Canadá, que energizará a nova rede de alta tensão, não foram precedidas dos estudos de Impacto de Vizinhança (EIV) e de Impacto Ambiental (EIA), causando problemas de acessibilidade e ambientais. Eles também questionam a autorização concedida às obras pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
A Copel depende de um habite-se da Secretaria de Obras para ativar a subestação. Entretanto, a possibilidade de autorização só vai começar a ser analisada após a conclusão dos trabalhos de uma comissão formada na Câmara de Vereadores para discutir o impasse. O caso também está sendo apurado pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público.
A Copel alega que os superpostes são necessários para o atendimento de 36 mil domicílios das regiões central e sul de Londrina.


