A passagem de um ciclone extratropical associado à uma frente fria provocou estragos na noite de anteontem em vários municípios do Estado. O fenômeno aumentou a velocidade dos ventos que atingiram até 81 km/h em São José dos Pinhais, Região Metropolitana de Curitiba. Na Capital, uma fazenda experimental da Universidade Federal do Paraná (UFPR) teve as instalações destruídas.
Em Londrina, as fortes chuvas provocaram pontos de alagamentos. A Defesa Civil do município foi acionada para atender moradores de oito casas destelhadas no Jardim João Turquino (Zona Oeste). As oito casas haviam sido destelhadas na última tempestade, no mês passado. Pedaços de lona colocados sobre as casas foram destruídos com a chuva e os ventos.
O fenômeno também provocou prejuízos em Maringá e municípios do Oeste como Toledo, Ramilândia, Matelândia e Céu Azul, que já haviam sido atingidos por tempestades na noite anterior. Desde abril deste ano, pelo menos seis ciclones similares passaram pelo Paraná.
O meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Marcelo Brauer, explicou que o ciclone se formou a partir de um centro de baixa pressão onde os ventos passam a circular em sentido horário caracterizado por fortes rajadas que variam de 70 a 80 km/h, principalmente nas bordas leste e sul do fenômeno, e com chuvas muito intensas. De acordo com Brauer, os ciclones extra-tropicais são comuns entre o outono e a primavera. ''A primavera é uma estação de transição, caracterizada pelo aumento de chuvas, trovoadas e ventos mais fortes'', observou.
Além do vendaval, as estações meteorólogicas da Região Norte também registraram grande volume de chuva durante a noite. Em Londrina, até a meia-noite de anteontem, choveu 47,8 milímetros. Apenas entre 20 e 21 horas, o Simepar registrou um índice pluviométrico de 30 milímetros.
Com ventos de até 70 km/h, Maringá foi atingida por uma tempestade na noite de anteontem que derrubou cerca de 30 árvores na área urbana do município. Segundo o chefe da seção operacional da Defesa Civil, tenente Gilson Matos, duas casas, três veículos e dois postes da rede elétrica foram atingidos por árvores caídas. Na madrugada de ontem, o vendaval que atingiu principalmente áreas pouco urbanizadas de Pinhais provocou a queda de duas árvores no Parque Newton Freire Maia.
No Oeste, a Defesa Civil contabilizou danos em cerca de 900 casas. Toledo e Céu Azul foram as cidades onde o granizo e o vendaval causaram mais estragos. Cerca de 30 bobinas de lona plástica foram distribuídas pela Defesa Civil em Toledo para auxiliar os moradores de cerca de 500 casas e quatro escolas atingidas pelo granizo. Não houve feridos e desabrigados na cidade. Em Céu Azul, o vendaval danificou 130 residências em dois bairros da cidade, quatro barracões e um ginásio de esportes na área rural.
De acordo com o Simepar, a tendência é que o tempo melhore um pouco hoje mas ainda devem ocorrer pancadas de chuva. Apesar disso, a Defesa Civil Estadual continua em estado de alerta. De amanhã a domingo o sol já aparece, a temperatura sobe (deve variar entre 27 e 30 graus) e podem ocorrer pancadas de chuva no período da tarde. A partir de segunda-feira, uma nova frente fria deve atingir o Estado. (Com Agência Estadual de Notícias)

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