Curitiba Entidades ligadas ao esporte no Paraná se reuniram ontem com representantes da Polícia Militar para debater propostas para aumentar a segurança de ciclistas em Curitiba. Os atletas suspeitam da existência de uma quadrilha especializada no roubo de bicicletas que agem na BR-277, entre a Capital e Paranaguá, rodovia muito utilizada para treinos. Desde o início do ano, 20 bicicletas foram roubadas na rodovia. Um ciclista foi baleado no final de dezembro, mas sobreviveu.
As entidades participantes da reunião, como a Paraná Esporte, o Sindicato dos Atletas do Paraná (Sindatleta), Federação dos Ciclistas e Polícia Militar, concordaram em fazer campanhas para diminuir a violência nas rodovias. O fone 190 (da PM) vai receber denúncias sobre as ações da quadrilha e informações sobre comercialização de peças roubadas. As entidades concordaram em criar uma central, que vai registrar o horário de treinos dos atletas. O objetivo é aumentar o policiamento nos horários de pico.
Uma comissão vai definir hoje os detalhes do esquema de segurança dos atletas. Para o superintendente do Sindatleta, Fábio Aguayo, é muito importante controlar a comercialização de peças. ''Precisamos atuar nas bicicletarias, porque muitas não são registradas e interceptam peças roubadas'', observou. Cada bicicleta roubada valia de US$ 3 mil a US$ 5 mil. ''O atleta já tem dificuldades de arrumar patrocínio. Se ele perder o equipamento, a situação piora muito'', acrescentou.

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