Ciclistas fazem viagem de 1,2 mil km
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quinta-feira, 29 de janeiro de 1998
Osmani Costa 
Mário CésarEm formaLocateli e Cilião: em quatro dias, ida e volta a São PauloOs ciclistas amadores Mauro Locateli e Alessandro Cilião terminaram, sábado passado, a mais longa viagem feita de bicicleta em suas vidas: eles foram a São Paulo e voltaram a Londrina em quatro dias, pedalando cerca de 1,2 mil quilômetros. Enfrentaram os buracos das rodovias, o intenso calor do verão, não sofreram nenhum acidente, dormiram em postos de combustíveis. E garantem que o esforço valeu a pena.
Foi uma aventura incrível, muito prazerosa. Estávamos acostumados a viagens curtas, pelas cidades vizinhas, mas no fim deu tudo certo. Agora, vamos nos preparar para um desafio maior: ir até o Nordeste brasileiro ou até o Uruguai, passando pela Argentina, conta Alessandro, que é o estudante de Contabilidade, solteiro, tem 18 anos e mora em Cambé (12 quilômetros a oeste de Londrina). Este tipo de viagem é conhecido como cicloturismo: vamos parando para descansar, conhecer e fotografar os lugares mais interessantes. Não é competição, não temos compromisso com a velocidade e o tempo gasto.
Mauro Locateli, 34 anos, casado, é londrinense e dono de uma padaria. Ele afirma que os maiores problemas da viagem foram o forte calor dos últimos dias e os buracos das rodovias, principalmente entre Ourinhos (SP) e a rodovia Castelo Branco, que liga Santa Cruz do Rio Pardo a São Paulo. Cada bicicleta teve apenas um pneu furado durante os quatro dias de viagem - dois para a ida e dois para a volta da capital paulista.
Na ida, eles saíram de Londrina de madrugada, pedalaram todo o dia, dormiram de graça em um posto de combustível na Castelo Branco, pedalaram mais 15 horas e chegaram a São Paulo na noite do segundo dia. Na volta, fizeram um trajeto mais longo, passando por Jundiaí e Campinas. Só parávamos nos postos, a cada 25 ou 30 quilômetros, para relaxar os músculos, ir ao banheiro e tomar água, sucos. Coisa rápida, de cinco a dez minutos. As paradas mais demoradas foram para as refeições e para dormir, porque é muito perigoso viajar pedalando à noite, explica Locateli.
Na bagagem, poucas roupas, algumas ferramentas, câmeras de pneu reservas e materiais para pequenos consertos. Locateli e Cilião avaliam que gastaram, juntos, pouco mais de R$ 300,00 na viagem. Os uniformes especiais e alguns acessórios de apoio foram doados aos ciclistas por uma loja de Londrina especializada em bicicletas.


