O trajeto entre a casa e o trabalho para quem é pedestre ou ciclista fica perigoso sob o viaduto da Rodovia Carlos João Strass (PR-545) com a Avenida Brasília (BR-369), na Zona Norte de Londrina, devido à proximidade com carros, motocicletas, ônibus e caminhões. Embora a rodovia possua ciclovia em boa parte do trecho, no cruzamento com a Brasília há um ''gargalo'' de 200 metros sem acostamento ou ciclovia. Segundo relatório do Corpo de Bombeiros, neste ano aconteceram dois acidentes com vítimas fatais na rodovia envolvendo ciclistas.
A rodovia possui cinco quilômetros de extensão e começa no final da Avenida Dez de Dezembro e se prolonga até a Avenida Saul Elkind, entre os conjuntos Vivi Xavier e Violim (Zona Norte). O trecho do viaduto que passa sob a Avenida Brasília foi cenário de um acidente fatal envolvendo uma caminhonete e uma bicicleta na semana passada. O montador de móveis José Pedro Bertoli, assim como a vítima do acidente, também utiliza a bicicleta como meio de transporte até o local de trabalho. ''Os carros passam raspando pela gente'', criticou.
O também montador de móveis Junior Tobias, morador da Vila Yara, transita sempre pelo local a caminho do trabalho e pede a construção de um acostamento, a implantação de um sinaleiro e melhoria da iluminação. ''A minha família fica apreensiva quando passo por aqui, mas a gente precisa trabalhar'', argumentou.
Entre os pedestres que passam com frequência pelo local está o gráfico Manoel Luiz de Souza, de 67 anos. Ao caminhar pela rodovia em direção ao ponto de ônibus, veículos passavam próximo a ele a uma distância inferior a 30 centímetros, segundo cálculos de Souza. ''Eles deveriam fazer uma calçada ou pelo menos deveriam criar um acostamento aqui'', reclamou.
Para ter um pouco mais de segurança, o inspetor de qualidade Felipe Ribeiro, morador do Conjunto Parigot de Souza, opta por utilizar o canteiro central da rodovia para andar até o ponto de ônibus.
Outro trecho da Carlos João Strass, entre a Avenida Sylvio Barros e a Avenida Curitiba, próximo ao Lago Norte e o Lago Cabrinha, foi cenário de um acidente grave no começo do ano. Segundo o pintor autônomo Paulo Costa, trata-se de um local e ele já tomou conhecimento de vários acidentes no local.
O trecho de pouco mais de 800 metros possui movimento intenso e espreme o ciclista e os pedestres para perto da guia da rodovia. A funcionária de uma empresa de fretamento de ônibus, Luana Ferreira da Luz, mora no Conjunto Santa Felicidade (Zona Norte) e afirmou que os acidentes acontecem porque não há um local próprio para o tráfego das bicicletas. E acresentou que muitas pessoas acham a passarela distante e acabam atravessando a rodovia pelo nível do solo.
A assessoria de imprensa do Departamento de Estaradas e Rodagem do Paraná informou que não há projeto de melhoria para a Carlos João Strass, pois o local possui boa sinalização e é uma via duplicada. Ainda de acordo com a assessoria, funcionários serão destacados para avaliar o trecho e até o final da semana deve haver uma resposta sobre a necessidade de intervenção ou não.

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