Cicatrizações anormais da pele
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sábado, 25 de janeiro de 2014
Reportagem Local 
Brasília - Tanto a queloide quanto a cicatriz hipertrófica são cicatrizações anormais da pele. Porém, costumamos chamar de queloide todo machucado que não cicatriza completamente ou fica com aquela aparência desagradável, contrastando com a pele sem ferimentos. A diferença é que a queloide costuma ultrapassar o limite do trauma e criar pele além de onde foi o ferimento. Já a cicatriz hipertrófica fica nos limites da ferida, podendo até regredir posteriormente.
Diferente da cicatriz hipertrófica, a queloide pode incomodar e crescer ainda durante alguns anos. Isso porque existe ali um tecido ainda vivo em constante atividade, formando novos tecidos e repuxando a pele.
A dermatologista Tatiana Jerez afirma que queloide vem da predisposição genética das pessoas. "Não existe nada que a pessoa tenha feito ao longo da vida para desenvolver queloide. Ela já nasce com isso. Em geral, existe um histórico familiar", ressalta a dermatologista.
Aos 16 anos, Thamires Oliveira, hoje com 22, foi fazer um furo na orelha e a cicatrização começou a criar um volume que foi crescendo até ficar aproximadamente do tamanho de uma azeitona. "Incomodava quando eu ia ao salão de beleza fazer o cabelo e as pessoas perguntavam ou ficavam olhando curiosas." Ela conta que sua mãe também desenvolveu duas queloides em duas cirurgias.
Mais comum em pessoas negras, a queloide, segundo a especialista, geralmente começa a aparecer na adolescência e provavelmente sempre irá se manifestar em um novo ferimento. Além de nem sempre surgir de um trauma, pois pode surgir a partir de um furo na orelha ou de uma espinha. "O pior da queloide é quando se formam sem a pessoa se dar conta. Como, por exemplo, a espinha. Às vezes a pessoa estoura uma espinha e quando viu já se formou a queloide", ressalta a dermatologista.
E se - sabendo que tem queloide - você sofre um novo ferimento? "O ideal é procurar um dermatologista ou cirurgião plástico. Orientamos que não haja tração no lugar do ferimento, mexendo no local o menos possível. Existem também curativos especiais - fitas de silicone - que colocamos. Eles inibem a formação da cicatriz.", comenta Tatiana.
Tratamentos
Sobre os tratamentos para reduzir as queloides, a especialista cita a infiltração de corticoide no local da cicatriz como sendo a mais convencional. Hoje também existem tratamentos a laser, que sendo feitos precocemente podem alcançar bons resultados, garante a médica Tatiana.
Porém, em alguns casos a cicatriz é tão grande que se recomenda a cirurgia para removê-la. Este foi o caso de Thamires. Ela fez infiltrações de corticoides e a cirurgia para retirar a queloide. "Hoje estou muito feliz com o resultado. Tenho orelhas novas. Sinto-me livre e posso prender o cabelo, coisa que eu não fazia em público por ter vergonha", comemora a jovem.


