O comandante da Companhia de Trânsito de Londrina, tenente Ricardo Eguedis,
se reunirá hoje à tarde com o presidente do Conselho de Trânsito de Londrina, Fábio Theóphilo. O objetivo é estudar um forma de informatizar a coleta de dados sobre acidentes e agilizar a produção dos laudos. ''Hoje demoramos, em média, cinco dias para entregar o laudo ao motorista'', disse Eguedis. ''O volume de acidentes cresceu. Nosso grupo melhorou, mas a forma de atender ainda é a mesma. Estamos buscando uma parceria com algumas empresas para desenvolver um software e quem sabe, com mais tecnologia, diminuir tempo de perícia, principalmente.''
Ele disse que a Ciatran modificou o procedimento de atendimentos na cidade. Os policiais irão priorizar acidentes com vítimas e de grande monta antes de atender ocorrências leves. Segundo ele, a orientação da polícia é para que os motoristas envolvidos em ocorrências de pequena monta procurem a sede da Companhia, de segunda a sexta, das 7 às 19 horas, para registrar o boletim de ocorrência, o que pode ser feito até seis meses depois do acidente. ''Modificamos a dinâmica de atendimento porque os casos graves acabavam entrando numa fila que era a mesma para todos os acidentes.''
Para Eguedis, se a pessoa bateu em outro veículo e entrou em acordo na via, pode procurar diretamente a Companhia, que o registro da ocorrência será feito. ''Ainda mais no caso de acidentes muito pequenos, dos quais não resta nem evidência, não tem frenagem, marca de óleo, marca de nada e o policial nem realiza a perícia porque não tem vestígios.''
Em média, o trânsito de Londrina registra diariamente de 16 a 20 acidentes, sendo que 70% do total representam ocorrências leves. Nos fins de semana, o número de ocorrências sobe para mais de 30. Quintas, sextas e sábados são os piores dias, afirmou Eguedis, assinalando que um atendimento demora de 30 a 40 minutos, dependendo do tipo de acidente.
O comandante da Ciatran alertou que o próprio Código de Trânsito orienta os motoristas a retirarem o veículo da pista em caso de acidente leve. ''O motorista vai delimitar as quinas dos veículos, as laterais, os flancos, o canto do pára-choque dianteiro, dos dois lados, o pára-choque traseiro e vai riscar no solo, com pedra ou giz. Vai tirar o veículo da pista e, se quiser, aguardar a chegada da polícia.''
O comandante fez questão de explicar que ''a polícia não faz justiça''. ''A única coisa que podemos melhorar é a coleta de alguns dados, os quais são percebidos por alguém experimentado no assunto e que quem bateu o carro ou a moto pela primeira vez, até pelo trauma psicológico, não enxerga no momento.''

mockup