Ciatran estuda ações específicas
O londrinense Vicente Paulo de Araújo, 76 anos, que sempre caminha e vai ao supermercado a pé, comenta que, ao andar pelas ruas, toma cuidado redobrado. ''Eu não confio nos motoristas. Outro dia quase fui atropelado, mesmo estando na faixa de pedestre. Acho que a cidade precisa investir mais em campanhas e, principalmente, em fiscalização'', defende ele, enquanto tentava atravessar a Avenida Maringá (Zona Oeste), uma das mais movimentadas na cidade.
Na Avenida Bandeirantes (Área Central), local também de intensa travessia de pedestres, Milton Donato, 79 anos, concorda com a falta de respeito aos mais velhos no trânsito. Porém, afirma que a distração também é um dos principais fatores de atropelamentos. ''Todo mundo deve estar atento. Tanto o motorista quanto o pedestre, mas isso só vai mudar quando houver mais educação'', comenta.
O motorista Heitor Freitas Garcia, 44, percorre todos os cantos da cidade a trabalho e conta que a imprudência está em todo o lugar. ''A maioria dos acidentes que presencio é por falta de concentração dos motoristas e dos pedestres. Acho que muita gente ainda não aprendeu a respeitar o pedestre'', diz.
Encontros
O comandante da Companhia de Polícia de Trânsito (Ciatran), capitão Celso Andrande, afirma que está formulando ações específicas para a terceira idade. ''Estou indo ao encontro de grupos da melhor idade para dar orientações e escutar a experiência deles, pois entendo que a partir desse contato será possível identificar o que está errado e procurar corrigir'', diz
O comandante ressalta que ''o motorista tem que ter consciência que os pedestres têm prioridade na via''. Ainda de acordo com ele, os responsáveis pelos grupos de terceira idade devem procurar a Ciatran para que possam discutir outras ações específicas.
Serviço: O telefone da Ciatran é (43) 3325-1121





