Ciaadi mantém jovens condenados
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terça-feira, 30 de janeiro de 2007
Fernando Rocha Faro<br> Reportagem Local 
Londrina conta atualmente com duas instituições para abrigar adolescentes infratores. São os centros de sócio-educação 1 e 2. O primeiro é o antigo Centro Integrado de Atendimento ao Adolescente Infrator (Ciaadi) e o segundo é o ainda conhecido como Educandário. Os jovens recolhidos provisoriamente ficariam no Ciaadi e os já condenados, no Educandário.
Atualmente, porém, os internos com medida sócio-educativa já determinadas estão permanecendo no Cense-1. De acordo com o Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp), a situação é resultante de uma mudança de organização do sistema de segregação dos jovens. A meta é que todas as unidades possam abrigar, em alas separadas, condenados e provisórios.
No Cense-1, uma média de dez internos estaria liberada para a transferência, sendo a maior parte de recém-sentenciados. A instituição, que tem capacidade para 75 meninos e quatro meninas, trabalha usualmente no limite do número de vagas. A expectativa é que a situação se resolva com a inauguração de novas unidades em Cascavel, Laranjeiras do Sul e Ponta Grossa.
''A preocupação para viabilizar as trasferências não é apenas em relação ao número de vagas, mas também se o jovem tem alguma rixa na outra unidade'', alerta do diretor do Cense-1, Jorge Roberto Igarashi.
Enquanto isso, porém, os jovens já contam com algumas atividades sócio-educativas, como alfabetização, ensino regular e religioso, atendimento psicológico, artesanato e esporte. A diretoria tem projetos para implantação de laboratório de informática.
Para a direção do Iasp, a decisão de adaptar todas as unidades para abrigar condenados e provisórios foi a ''solução possível'' para minimizar o problema da superlotação. ''Essa adaptação está sendo um processo simultâneo. Antes, os condenados tinham de ser transferidos para unidades em cidades longe da família, o que dificultava o trabalho'', comenta a diretora presidente Thelma Alves de Oliveira.
A mudança de metologia e, principalmente, a inauguração das novas unidades devem melhorar também as condições de trabalho no Cense-2, o Educandário. Atuando no limite da capacidade, a instituição poderá transferir internos. Projetado para 51 internos, hoje cerca de 60 jovens estão abrigados no local. ''Mas em situações de emergência, como rebeliões em outras unidades, podemos atender acima da capacidade limite'', garantiu o diretor Cássio Silveira Franco.


