Ciaadi espera vistoria há três meses
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quarta-feira, 01 de setembro de 2004
Alan Maschio<br>Reportagem Local 
A direção do Centro Integrado de Atendimento ao Menor Infrator (Ciaadi) de Londrina aguarda desde maio uma resposta à um pedido de vistoria no prédio, encaminhada ao Instituto de Ação Social do Paraná (Iasp) e ao Departamento Estadual de Construção, Obras e Manutenção (Decom). A diretora do Ciaadi, Odila Santos Cabral, afirma não saber dimensionar a extensão dos problemas causados pelas rachaduras e defeitos na fundação do prédio, de propriedade do Iasp, e teme uma possível queda das paredes da Delegacia do Adolescente, que funciona no local.
Odila assumiu a direção do Ciaadi em março deste ano, mas afirmou à reportagem da Folha que as rachaduras nas paredes da administração começaram a aparecer desde a inauguração do Centro, em 1998. A informação foi confirmada pelo responsável pela manutenção do prédio. Ele não quis se identificar. ''O primeiro pedido para vistoria técnica foi encaminhado ao Iasp e ao Decon em maio. Não obtivemos resposta e quando estive em Curitiba no último dia 18, pedi novamente. Ainda não fomos atendidos'', disse Odila.
A diretora do Ciaadi não soube dizer se o problema poderia afetar a segurança do local, pois a carceragem do centro funciona em um prédio anexo à administração e, por enquanto, não apresenta os mesmos problemas.''A vistoria dos engenheiros seria necessária justamente por não sabermos qual a dimensão do problema. Por enquanto está tudo bem, mas não podemos dizer até quando essas rachaduras não vão comprometer o prédio''. Segundo o responsável pela manutenção do prédio, a causa mais provável para o aparecimento das rachaduras é a fossa do Ciaadi, construída no aterro do prédio. O terreno nos fundos do Centro já apresenta deformidades e a calçada precisou ser reconstruída devido ao deslocamento do solo. A cheiro de esgoto é evidente no local. ''Os canos ainda não quebraram por sorte. Senão o problema seria muito mais sério'', disse o funcionário.
Na opinião de Olida, a instalação da rede de esgoto na rua Alceu Segantini, nos fundos do Ciaadi, ajudaria na solução do problema. ''Fazemos uso constante da rede, pois atendemos a cerca de 50 menores por dia. Esse fluxo não é suportado pela fossa'', afirmou.
O diretor-presidente do Iasp, José Wilson de Souza, confirmou a existência do problema desde a inauguração do prédio. A opinião de Souza, porém, é de que as rachaduras não são graves. ''Com a compactação do solo, é normal o aparecimento de rachaduras'', disse. O presidente do Iasp afirmou ainda que a reforma no prédio está incluída no orçamento do Iasp ainda para este ano e que um pedido de vistoria já foi encaminhado ao Decon, responsável pela realização dos orçamentos e fiscalização das obras.
O engenheiro-chefe do Decom, Valmir Matos, estava ontem em viagem e nâo pôde confirmar o pedido de vistoria encaminhado pelo Iasp. O engenheiro civil Flávio Formagio, também do Decom, disse desconhecer qualquer pedido de vistoria encaminhado pelo instituto.
O gerente-geral da Sanepar para a Região Metropolitana de Londrina, Sérgio Bahls, disse que a empresa está com R$ 54 milhões em recursos liberados, para obras da rede de esgoto em toda a região do Ciaadi e outros bairros da cidade, num total de 32. Porém, segundo, todas as obras estão suspensas enquanto durar a briga judicial do governo do Estado com o grupo Dominó pelo controle da Sanepar. ''Enquanto não se resolver a questão na Justiça, estamos de mãos atadas'', afirmou. (Colaborou Telma Elorza)


