A Companhia Cacique de Café Solúvel informou ontem que está tomando todas as medidas legais e judiciais para preservar a integridade de sua marca comercial ''Cacique'' que, segundo a assessoria jurídica, está sendo utilizada de forma irregular por uma empresa que se estabeleceu em Londrina há menos de dois meses e que comercializa sacos plásticos.
O assessor jurídico da Cacique, Sérgio Ricardo de Almeida, explicou que a Companhia Cacique de Café Solúvel tem mais de 50 formas do nome ''Cacique'' registradas no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi). Segundo ele, sendo assim, a empresa que está registrada no nome de Celia Suely Ferrari Bossoni estaria usando de forma ''ilegal e indevidamente'' o nome fantasia de ''Cacique Embalagens''.
Almeida complementou que a Companhia Cacique de Café detém unidade especializada na produção de sacos, tecidos e fitas em fios sintéticos de polipropileno (ráfia), localizada em Londrina e que é conhecida por ''Divisão de Embalagens'', ''Cacique Embalagens'', ou ''Caemsa''. ''A referida empresa (de propriedade de Suely Célia) não guarda qualquer relação de ordem comercial, financeira e/ou societária com a Companhia Cacique de Café Solúvel, sua filiais, controladas, coligadas, controladora e admistradores'', esclareceu o advogado.
O proprietário da empresa, César Augusto Bossoni, explicou que ''Cacique Embalagens'' foi adotado apenas como nome fantasia porque a marca já era usada em uma outra empresa no Mato Grosso. Ele disse que até ontem não havia sido notificado oficialmente mas que, se isso acontecer, fará a mudança.''Se tivermos alguma coisa, vamos muda o nome. Somos pessoas de bem, não queremos fazer nada contra a lei nem que desabone ou prejudique ninguém'', afirmou.
O problema surgiu há cerca de 15 dias, quando a Folha reportou que a Delegacia do Ministério do Trabalho (MT) encontrou funcionários trabalhando sem registro profissional e autuou a empresa que foi identificada pela chefia de fiscalização do MT como ''Cacique Embalagens''.

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