Curitiba - A ameaça de racionamento de água na Região Metropolitana de Curitiba continua. Segundo a Sanepar, entre sábado e a madrugada de segunda-feira as chuvas na capital e municípios vizinhos somaram 23,4 mm, volume insuficiente para recompor o que estava armazenado nas barragens e que já foi consumido, principalmente porque a chuva não esteve concentrada nas áreas de mananciais.
A empresa apontou que a chuva do fim de semana apenas alimentou rios que deságuam nos pontos de captação da Sanepar, o que colaborou para que fosse poupada água das barragens. A empresa classificou tal contribuição como ''irrisória''.
Para piorar a situação, o Instituto Tecnológico Simepar, que monitora as condições meteorológicas no Paraná, informou que não deverá chover em todo o Estado nos próximos dias, apesar do predomínio de nuvens na faixa Leste. ''A única mudança meteorológica relevante será uma queda expressiva de temperaturas'', afirmou a meteorologista Sheila Paz.
Na semana passada, a Sanepar informou que se não houver uma quantia significativa de chuvas na região de Curitiba dentro de três meses, não haverá de onde captar água. No dia 20, a empresa lançou uma campanha de uso racional da água tratada: para evitar o racionamento, seria necessário reduzir o consumo em 20%. Entretanto, segundo a Sanepar, nos últimos dias o consumo caiu apenas 2,73%.
O chefe da seção administrativa da Defesa Civil, tenente Alessandro Galeski, afirmou que no momento não há nenhum município do Paraná em situação de emergência devido à falta de água. ''O pior momento foi no início do ano, quando 42 municípios decretaram situação de emergência. Hoje, em várias partes do Estado, há reflexos da estiagem'', disse o tenente.

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