Chuvas interditam BR-373 por um mês
Celso Margraf
Num ponto a 64 quilômetros de Ponta Grossa, entre Imbituva e Guamiranga, a chuva destruiu o asfalto e uma das pistas se transformou em um barranco com mais de 12 metros de altura, impedindo completamente o tráfego de carros e caminhões (foto superior). Um trecho de 25 metros, comprometido pela umidade, ficou com diversas rachaduras (foto inferior)
As chuvas fortes do final de semana destruíram um duto de canalização no quilômetro 238 da BR-373, interditando a estrada que liga Ponta Grossa a Guarapuava. A intensidade das chuvas aumentou o volume de água de um córrego que passa sob a estrada, provocando o rompimento de uma manilha de zinco, com 4,5 metros de diâmetro. O local do incidente fica a 64 quilômetros de Ponta Grossa, entre os municípios de Imbituva e Guamiranga.
A estrada está interditada desde a madrugada de domingo. Com a destruição desse duto, o asfalto cedeu. Um dos lados da pista desabou, transformando-se em um barranco com mais de 12 metros de altura, e o outro, comprometido pela umidade, ficou com diversas rachaduras, que se formaram ao longo de aproximadamente 25 metros.
A estrada é a principal ligação da região dos Campos Gerais com o Oeste e Sudoeste do Estado. O tráfego, que já estava lento por causa das obras do Anel de Integração, ficou ainda mais prejudicado.
Carros e caminhões que trafegam pela BR-373 estão utilizando um desvio pelos municípios de Irati e Imbituva, o que aumenta em 50 quilômetros o percurso. Quem vai de Ponta Grossa sentido Foz do Iguaçu precisa pegar a BR-153, logo depois de Imbituva, para depois entrar na BR-277 e retornar à BR-373. No sentido contrário, o motorista terá que entrar no trevo do Relógio, depois de Guarapuava, pegar a BR-277, em seguida a BR-153, para então retornar pela BR-373, já perto de Ponta Grossa.
De acordo com Wilson Celli, gerente de manutenção do Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a pista deve retomar suas condições normais de tráfego dentro de no mínimo um mês. As obras de recuperação do trecho devem custar R$ 500 mil, segundo Celli. Ele explica que o duto já estava comprometido e mantinha-se escorado por palanques de madeira.
A recuperação daquele ponto já estava prevista no cronograma de obras do Anel de Integração. Eles terão agora que antecipar as obras naquele trecho da rodovia, disse Celli, lembrando que a recuperação da estrada que desabou é de responsabilidade do consórcio Caminhos do Paraná.
Para desviar o tráfego no quilômetro interditado, cogita-se a possibilidade de construir uma variante. Essa alternativa, no entanto, não tem prazo para ser concluída, já que depende das condições do tempo.
A empresa de ônibus Princesa dos Campos, que controla a maioria das linhas do transporte interestadual entre Ponta Grossa e Foz do Iguaçu, está fazendo um trabalho de baldeação dos passageiros. Ao invés de utilizar o desvio, a empresa usa dois carros para completar a viagem. Um antes e outro depois do trecho onde a pista está interditada. Os passageiros passam pelo local a pé.
Ponta Grossa - Em Ponta Grossa as chuvas também causaram estragos. Na Vila Cipa, Jardim Europa e Los Angeles, a água da chuva inundou casas, estabelecimentos comerciais e deixou ruas em péssimo estado de conservação. Na BR-376, estrada que liga Ponta Grossa a Curitiba, na noite de sábado um córrego transbordou e invadiu a pista, causando um enorme congestinamento.





