GUAÍRA - Fortes chuvas na região de Guaíra causaram estragos num trecho da estrada de terra que dá acesso ao porto no Rio Paraná, obrigando a empresa ‘‘Floresta’’ a suspender anteontem o transporte por balsa entre o Paraná e o Mato Grosso do Sul. Outra empresa, a ‘‘F. Andreis’’, continua operando, porque o acesso ao atracadouro dela ainda mantém condições mínimas de utilização.
Com auxílio da prefeitura, a ‘‘Floresta’’ tenta contornar o problema, drenando o trecho danificado da estrada. É possível que ainda hoje a empresa consiga restabelecer o serviço. Em condições normais, cerca de 2,3 mil carros são transportados pelas balsas, a maior parte pela ‘‘F. Andreis’’.
O capitão-tenente Francisco Ferreira, da Delegacia da Capitania Fluvial do Rio Paraná, disse ontem à tarde que as condições de navegabilidade do rio ‘‘estão mantidas, sem nenhum risco’’, apesar da cheia. ‘‘O problema limita-se ao acesso ao porto’’, esclareceu. Ele disse que não há nenhuma dificuldade em relação à travessia para o Paraguai em outros pontos do rio.
Morte O menor Ivanildo Fortuna, 16 anos, morreu afogado no final da tarde de anteontem, quando tomava banho em um riacho, afluente do Rio Paraná, em Guaíra. O corpo foi resgatado no início da noite por policiais militares. Segundo o soldado Gerson Lorenzi, da Companhia local da PM, a morte não tem relação com a cheia provocada pelas constantes chuvas dos últimos dias, porque o riacho não tem correntezas e nem teve seu nível alterado por causa do mau tempo.

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