Mario CesarPrejuízo inesperadoA colheita deira de Avelino Martinoti barranco abaixo: estradas esburacadas dificultam a colheita e o escoamento da produção Estradas rurais intransitáveis, pontes caídas e bueiros destruídos. As reclamações não param de chegar ao Sindicato Rural de Londrina. ‘‘A situação é séria e a Prefeitura precisa priorizar a recuperação das estradas rurais para não prejudicar ainda mais os produtores’’, reivindica o presidente do Sindicato Rural, Edson Ponte. Os trechos em pior estado são a estrada do Patrimônio Regina, a partir do antigo patrimônio Bulle, e a estrada de Guairacá, que liga o patrimônio do mesmo nome ao distrito de Paiquerê, todos na zona sul.
No final da tarde de segunda-feira, o produtor Avelino Martinoti perdeu a colheitadeira na estrada de Guairacá. A máquina caiu no barranco quando tentava desviar da erosão provocada pelo deslizamento de um bueiro. A colheitadeira estava a caminho do sítio Monte Cristo, para colher a soja que conseguiu sobreviver à chuva do início do ano. Martinoti ainda não tinha terminado de pagar a colheitadeira e, além de amargar um prejuízo de cerca R$ 16 mil, pode perder o equipamento.
Com as estradas esburacadas, o produtor dificilmente vai conseguir alguém que assuma o serviço. ‘‘Eu ia ajudá-lo na colheita, mas não dá para arriscar. As estradas estão cheias de buraco. Alguém ainda vai morrer nesta estrada’’, afirma Antônio Scarpin, também proprietário de um sítio em Guairacá. O escoamento da safra produzida no patrimônio também está prejudicado. Segundo o produtor, a única alternativa dos produtores de Guairacá é desviar por Tamarana (60 quilômetros ao sul de Londrina). A alteração do percurso, diz, significa pelo menos 30 quilômetros a mais - e o custo do transporte dobra.
Os produtores rurais culpam a Prefeitura de Londrina pela má conservação das estradas. Mas a administração municipal se defende afirmando que o principal culpado é o tempo. ‘‘Desde janeiro a chuva não pára o suficiente para que realizemos nosso trabalho’’, justifica o secretário de Obras, José Righi de Oliveira. Ele garante que a dificuldade em consertar as estradas rurais não está na falta de recursos. ‘‘Estamos com 70% da frota de máquinas pesadas em condições de trabalhar’’.
Segundo Righi, são necessários pelo menos três dias de sol para as máquinas compactarem o solo e fazerem o moledamento. Para amenizar a situação, a secretaria vai manter uma equipe e maquinários nas regiões mais atingidas - Guairacá, São Luiz e Paiquerê.

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