A região Oeste do Estado foi atingida na noite de anteontem por temporais de granizo seguidos por fortes ventos que arrasaram plantações e casas, deixando dezenas de famílias desabrigadas em diversos municípios. Seis encontram-se em situação de emergência. Em Pato Bragado praticamente todos os imóveis foram danificados e a Prefeitura decretou estado de calamidade pública. Até o final da tarde de ontem não havia informações sobre feridos e as comunidades afetadas continuavam os trabalhos de limpeza e recuperação dos estragos.
O coordenador da Defesa Civil da 4 Região (que atende 84 municípios das regiões Oeste e Sudoeste), capitão Júlio César de Goes, informou que o primeiro temporal de granizo, sem chuva, atingiu a região pouco depois das 21 horas. Duas horas mais tarde os moradores foram surpreendidos por nova tempestade acompanhada por fortes rajadas de vento. Os municípios mais afetados foram Cascavel, Toledo, Pato Bragado, Marechal Cândido Rondon, São José das Palmeiras, Entre Rios do Oeste, Nova Santa Rosa, São Pedro do Iguaçu e Guaíra. O oficial ainda não havia feito a contagem dos desabrigados, mas informou que diversas famílias foram encaminhadas provisoriamente para casas de parentes, escolas e casas paroquiais. A Defesa Civil do Estado cedeu 80 bobinas de lonas e outras 15 foram doadas pelo Corpo de Bombeiros de Foz do Iguaçu.
Em Cascavel, o capitão informou que quase 150 casas foram danificadas em quatro bairros da periferia oeste da cidade. Em Toledo, outros 180 imóveis foram atingidos, mas nenhum morador ficou ferido. Nos dois casos, não houve desabrigados. Em Marechal Cândido Rondon três distritos rurais foram varridos pelo temporal. Na localidade de Porto Mendes, segundo o coordenador da Defesa Civil, toda a população foi afetada e plantações foram completamente destruídas.
O coordenador das ações de ajuda às vítimas apontou que o quadro mais grave era o de Pato Bragado, município com pouco mais de seis mil habitantes, onde praticamente todos os imóveis sofreram estragos. A chuva de granizo, que durou pouco mais de dez minutos, derrubou árvores e postes de energia, danificou carros e atingiu também a zona rural, onde granjas de porcos e aves ruíram com o temporal e milharais não suportaram as pedras de gelo.
As aulas foram suspensas no município e não há prazo para serem retomadas. Diversos bairros continuavam ontem sem energia elétrica e sem água potável. O secretário de Obras, Alceu Scheurmanm, apontou que máquinas trabalhavam desde a madrugada na limpeza e desobstrução de ruas. Segundo ele, havia dificuldade até para alojar os desabrigados porque prédios públicos, como creches, ginásios e escolas, ficaram destruídos.

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