Quatro dias de chuva intermitente voltaram a causar estragos em Umuarama. Duas famílias tiveram de ser retiradas de barracos que estão prestes a cair. Nos bairros e na zona rural, as ruas e estradas ficaram esburacadas, mas não há notícia de interrupção de tráfego nem de queda de pontes ou aterros. Em vários pontos da cidade, a chuva provocou alagamentos, deslizamento de barrancos, abriu buracos no asfalto e agravou problemas de erosão. As secretarias municipais de Serviços Públicos e de Serviços Rodoviários iniciaram ontem um levantamento dos estragos e estão trabalhando redobrado para resolver os problemas mais urgentes.
O Parque das Laranjeiras é um dos bairros mais castigados pela chuva. Localizado num fundo de vale cortado pelo Rio Canelinha, o bairro é um dos mais carentes de Umuarama. Muitos barracos foram construídos no barranco do rio. No final de semana, a Secretaria do Bem Estar Social retirou uma família que ocupava um barraco próximo a uma voçoroca. A família foi alojada em outra casa no bairro. Em abril, três famílias perderam seus barracos engolidos pela erosão no Parque das Laranjeiras. Também durante as chuvas de abril, a ponte que ligava o bairro ao centro caiu. A obra está sendo reconstruída pelo município. A outra família removida ocupava um barraco à beira do Rio Canelinha, na chamada Favela do Gauchão. Segundo funcionários da Secretaria do Bem Estar Social ainda existem muitas famílias morando em locais de risco. A maioria se recusa a deixar as casas e só sai quando o barraco está caindo.
Por falta de planejamento, regiões com alta propensão à erosão foram ocupadas sem obras de infra-estrutura. A maioria dos bairros mais pobres está localizada em fundos de vale, não têm galerias de águas pluviais, asfalto. Quando chove forte, muitas ruas ficam intransitáveis. Em alguns locais, a erosão destruiu muros e casas.

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