Chuvas atrasam entrega do Plano 1000 de antipó
As chuvas de verão devem atrasar a entrega da primeira obra da administração Cássio Taniguchi à frente da Prefeitura de Curitiba. A entrega de 6,3 quilômetros de revestimento de antipó em 12 ruas nos bairros do Tatuquara, Sítio Cercado e Pinheirinho, prevista inicialmente para acontecer esse mês, deve ficar para março por causa do mau tempo.
As obras começaram no dia 8 de janeiro, mas de lá para cá, segundo o chefe do 5º Distrito Rodoviário, Oswaldo Toshio, foram atrapalhadas por 25 dias alternados de chuvas. Muitas obras de terraplanagem que já estavam prontas tiveram que ser refeitas várias vezes, depois de destruídas pela chuva, explica Toshio.
A primeira etapa vai cobrir de antipó 60 quarteirões do Bairro Novo, no Tatuquara; Vila Cachoeira, no Sítio Cercado, e Vila Rio Negro no Pinheirinho. O investimento nesse trecho inicial é de R$ 600 mil, sendo que 70% a 80% serão pagos pelos moradores.
A cobertura com o antipó sai a R$ 35,00 o metro. O custo total para cada morador é calculado a partir da extensão da frente do terreno. O pagamento poderá ser feito em até 12 vezes, garante a prefeitura.
O atraso pode comprometer todo o cronograma do Plano 1000, que prevê a implantação, em quatro anos, de mil quilômetros de antipó cobrindo dez mil quarteirões da cidade. A meta é colocar antipó em dois terços dos 1,5 mil quilômetros de ruas de Curitiba cobertas hoje apenas com saibro.
Para isso, a prefeitura precisaria pavimentar 250 quilômetros de ruas por ano, ou 20 quilômetros a cada mês, até o ano 2000. O investimento total é de R$ 80 milhões, e a prefeitura está negociando o financiado de parte desse dinheiro com o BNDES.
O antipó surgiu nos anos 70 como uma forma alternativa e dez vezes mais barata que o tradicional asfalto para o revestimento de ruas. Foi usado pela primeira vez em Curitiba na primeira gestão de Jaime Lerner entre 1971 e 1974, quando Cassio Taniguchi era presidente da Urbs. Hoje a cidade tem 1.270 quilômetros de ruas cobertas com esse tipo de revestimento.
Enquanto o quilômetro da pavimentação asfáltica definitiva não sai por menos de R$ 800 mil, o antipó custa R$ 80 mil o quilômetro. O Tratamento Superficial Betuminoso (TSB), nome técnico do antipó, é aplicado sobre uma base de brita. A baixa durabilidade, já que o antipó tem vida útil de apenas dois anos, é a principal desvantagem desse revestimento.





