As mudanças que o Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) pretendia implantar em algumas ruas centrais da Cidade, desde o início da semana passada, ainda não foram completadas devido às chuvas que caíram nos últimos 15 dias. Elas atrapalharam principalmente o trabalho de pintura das faixas amarelas contínuas nos locais onde o estacionamento passou a ser proibido.
De acordo com o projeto do Ippul, as vagas de estacionamento em um lado das ruas estão sendo eliminadas para aumentar o espaço de circulação de veículos. O objetivo é evitar, ou pelo menos diminuir, os constantes congestionamentos nos horários de rush - por volta do meio-dia e das 18 horas. ‘‘Infelizmente, as chuvas dos últimos dias prejudicaram bastante o trabalho, mas ele será terminado assim que o sol saia e o asfalto seque. Senão, estaríamos jogando tinta fora’’, comenta o diretor técnico do Ippul, Juan Monastério.
Segundo pesquisas dos técnicos do instituto, os pontos considerados críticos em relação à fluidez do trânsito estão localizados nas ruas Pará (entre as avenidas Higienópolis e JK), Fernando de Noronha (entre Leste-Oeste e Quintino Bocaiúva), Professor João Cândido (entre Paes Leme e JK), e Pio XII (entre Professor João Cândido e Higienópolis). Até ontem, apenas as alterações na rua Pará haviam entrado em funcionamento. Nela passam, entre as 17h30 e 18h30, cerca de mil automóveis, o que equivale a uma média de três carros por segundo.
‘‘Ainda não tivemos tempo hábil para avaliar tecnicamente, com base em pesquisa de campo e em números confiáveis, o resultado destas mudanças. Mas no visual dá para perceber que o trânsito já flui mais fácil e rápido pela rua Parᒒ, comenta Monastério. Todas as placas de sinalização foram colocadas.
Nas próximas semanas, outras cinco ou seis ruas centrais sofrerão o mesmo tipo de alteração. São ruas estreitas - com no máximo nove metros de largura - que, com estacionamento permitido nos dois lados, vivem causando engarrafamentos no trânsito. As vagas de estacionamento que estão sendo extintas podem ser do lado direito ou esquerdo, dependendo principalmente da existência ou não do fluxo de ônibus urbano por estas ruas. ‘‘Além de objetivar maior rapidez no tráfego dos automóveis particulares, as mudanças projetadas levam em consideração uma maior agilidade para nosso sistema de transporte coletivo’’, garante Monastério.

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