Chuvas atrapalham obras na UEL
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 03 de junho de 2004
Adriana Savicki<br> Reportagem Local 
A chuva dos últimos dias tem atrapalhado as obras de esgotamento sanitário no campus da Universidade Estadual de Londrina (UEL). As obras começaram no início do ano e vão significar a desativação de quase 300 fossas e o fim do risco de contaminação de bacias hidrográficas.
Apesar das seguidas interrupções do trabalho, segundo o prefeito do campus, Laerte Matias, não há risco de atraso no término da obra, previsto para janeiro. ''O cronograma está bastante adiantado e se não continuar a chover desse jeito certamente a entrega será antes'', afirma. A implantação de mais de 10 mil metros tubulação e a construção das duas estações elevatórias está sendo tocada por uma empreiteira de Maringá. O investimento total é de R$ 950 mil, fruto de um convênio entre UEL e Sanepar.
Uma das elevatórias, localizada perto do Hospital Veterinário (HV), já está pronta. Matias acredita que pelo menos 50% da obra estão concluídas. A UEL produz uma quantidade de esgoto semelhante a de uma cidade de 20 mil habitantes, número de pessoas que circula diariamente pelo campus. ''Segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) temos uma população maior do que 85% dos municípios brasileiros.''
O principal problema da falta de esgotamento é o risco de contaminação de mananciais. Dois ribeirões, o Cambezinho e Cafezal, passam nos arredores da UEL. ''Como estamos em uma área mais elevada, o risco é grande'', diz.
Depois que a rede começar a ser ligada, a UEL terá que esgotar 184 fossas em uso atualmente. Segundo Matias, a região do Restaurante Universitário tem a maior concentração de fossas a gordura impermeabiliza o solo rapidamente e será o primeiro local a ser ligado. A UEL contabilizou gastos na ordem de R$ 50 mil no último ano para limpeza de fossas. A prefeitura acredita que o processo de desativação das unidades custará R$ 20 mil.


