Chuva volta a causar problemas em Londrina
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sábado, 30 de novembro de 2002
Chiara Papali<br> Reportagem Local 
A chuva voltou a trazer problemas, ontem à tarde, em Londrina. A região mais atingida foi a zona norte. A enxurrada tomou conta do trevo que dá acesso à região dos Cinco Conjuntos. A água subiu rapidamente assim que começou a chover e causou medo aos motoristas que passavam pelo local. Um motoqueiro abandonou a moto até que a água abaixasse. Para atravessar o local enfrentou uma enxurrada de água e lama de pelo menos meio metro de altura. Outro motorista, com medo, saiu pela janela do seu carro e entrou num ônibus que passava na rua alagada. A região norte, segundo o Corpo de Bombeiros, foi a que teve o maior número de chamadas por causa da chuva. Ontem, os Bombeiros atenderam 15 ocorrências.
No Jardim Perobal (região sul), a reclamação também foi a enxurrada de água e lama que invadiu a Rua Diógenes de Lima Bravo e algumas casas. Uma delas foi a da dona de casa Maria de Lurdes Oliveira. ''Minha casa encheu de água e barro'', disse. Outras vizinhas conseguiram evitar que a água entrasse nas casas. ''Na hora da chuva, a gente correu com enxadas e vassouras para não deixar a água entrar'', disse a costureira Antonia Alves Calasans. ''Quando começou a chover, a gente saiu correndo com as crianças para levar para a casa dos vizinhos'', afirmou outra moradora, Adriana Sanches Rufato Miranda.
O mau cheiro de esgoto, quando chove no Jardim Perobal, também é motivo de reclamações. ''A água desce do São Lourenço (zona sul) e vem com esgoto que estoura por causa da chuva'', disse o pedreiro Manoel Vicente Ferreira Filho. ''A gente já não aguenta mais reclamar'', disse a doméstica Heloísa Dias Ferreira.
No centro da cidade, um shopping da Rua Sergipe também ficou alagado. Segundo lojistas, a tubulação para escoamento de água não suporta a demanda e a água acaba vazando para dentro das lojas. ''Os vestidos ficaram molhados e o móvel de cerejeira pode ficar empenado. Quem vai ressarcir meus prejuízos?'', questionou a comerciante Rosângela da Silva Alcântara. Outra lojista, Elisangela Oliveira, disse que foi a segunda vez nesta semana que a água invadiu o shopping.


