Chuva, queda de temperatura, aumento da umidade. Após 25 dias de estiagem, voltou a chover em Londrina aliviando a temperatura que batia os 30 graus. Foram 20,4 milímetros (mm) de chuva no solo até a tarde de ontem, mas segundo o meteorologista do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), Lisandro Jacobsen, seriam necessários no mínimo 80 a 100mm para recuperar a umidade do solo. Amanhã, a previsão é de mais chuva na região, com a temperatura variando entre 15 e 25 graus. No sábado, a tendência é que o tempo abra e, no domingo, o dia seja de sol. Mas a temperatura não deve subir. O meteorologista afirmou que, na segunda-feira, ela deve cair, com a mínima girando em torno dos 10 graus.
Se por um lado a chuva é importante e traz benefícios, do outro ela causa transtorno. A disseminação do rotavírus, que atingiu várias crianças nos últimos 15 dias provocando um surto da doença, é minimizada por causa da chuva. A pediatra do Pronto Atendimento Infantil (PAI) Glaucia Valéria Fittipald explicou que a umidade do ar diminui a propagação do vírus. Mas, em contrapartida, a chuva aumenta os casos de doenças respiratórias, o que não alivia a situação nos postos de saúde e hospitais da cidade.
O aeroporto também enfrenta problemas com o mau tempo. Ontem ele esteve fechado por vários períodos, e nos momentos que abriu operou por instrumentos. Até às 17 horas um vôo tinha sido cancelado.
Na Rodovia Mábio Gonçalves Palhano (atrás do Shopping Catuaí), a terra que cobre o terreno da construção do residencial Alphaville escoou pelo asfalto bloqueando uma faixa da pista e atrapalhando o tráfego.
Nos assentamentos e bairros pobres da cidade, onde não existe asfalto, o problema é maior. A grande reclamação dos moradores é que fica difícil sair de casa para trabalhar ou ir à escola. ''Tem que pôr sacola no pé para não estragar o sapato'', afirmou Isaura de Souza, residente do Assentamento São Jorge (zona norte).
Para os moradores da Invasão Nossa Senhora Aparecida (zona norte) a situação é mais crítica porque os barracos não estão legalizados. Não há água, luz, nem saneamento básico. Segundo a moradora Sandra Mara, crianças deixam de ir à escola por causa da chuva. Ela também reclamou que fica difícil manter a casa limpa com o barro que se forma em volta do barraco de madeira. E reivindica: ''Era bom dar a decisão de que nós ganhamos aqui para daí lutar por benfeitorias''.

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