Chuva tira milhares da sala de aula
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quinta-feira, 21 de junho de 2012
Davi Baldussi <br> Reportagem Local 
Milhares de alunos estão sem aulas na região de Londrina por causa das chuvas dos últimos dias. De acordo com a chefe do Núcleo Regional de Educação (NRE), Lúcia Cortez, em Bela Vista do Paraíso (Norte), cidade com 15 mil habitantes, os três colégios estaduais, que possuem 2 mil alunos, estão interditados. Segundo ela, a Defesa Civil visitou os colégios e suspendeu as aulas pois constatou rachaduras e problemas com fossa nos locais.
Em Ibiporã (Norte), mais de 6 mil alunos das 8 escolas estaduais também estão sem aulas. De acordo com a chefe do NRE o problema é abastecimento de água. Os estudantes do Colégio Estadual Castro Alves, em Cornélio Procópio (Norte), tomaram um susto ontem.
De acordo com Aparecido de Sampaio Baptista, supervisor de edificações do NRE, o colégio que tem mais de mil alunos está passando por reformas no telhado e calhas. ''A água acumulou e inundou o corredor. Os bombeiros foram chamados e quatro salas foram afetadas''. Conforme ele as aulas seguiram normalmente. ''Os alunos foram remanejados''.
Quem também levou um susto ontem foi a diretora Maria do Carmo, do Centro de Educação Infantil Débora Dias, no Conjunto João Paz, Zona Norte de Londrina. Conforme ela, já houve problemas com rachaduras em 2009, mas no início deste ano foram feitas reformas. Com as chuvas dessa semana as rachaduras reapareceram e, segundo ela, ''estão piorando''.
''Fiquei com medo e dispensei as crianças que ficam nas duas salas (onde há rachaduras). O prédio chegou a descer, tanto é que o portão (dos fundos) não estava fechando'', afirmou. Maria chamou a Defesa Civil, que descartou risco de desabamento.
Apesar de nenhuma escola ter fechado as portas em Londrina, de acordo com a secretária municipal de Educação, Virgínia Laço, o transporte para estudantes da Área Rural continua suspenso. Ela não soube informar a quantidade de crianças e adolescentes afetadas, mas comentou que ''as estradas estão sem condição (para ser percorridas)''.
Em Rolândia, o diretor José Ricardo Moraes, do Colégio Estadual Souza Naves, maior da cidade com 2 mil alunos, afirmou ontem que ''só falta aluno abrir guarda-chuva dentro da sala. A situação está precária''. Conforme ele há cerca de cinco anos foi fechado um orçamento de R$ 200 mil para trocar o telhado. ''Estava nas mãos da Seed (Secretaria Estadual de Educação)''. Como o preço ficou defasado e a obra não teve início um engenheiro avaliou a estrutura neste ano para fazer um novo levantamento do custo.


