Foz do Iguaçu – A operação de rebaixamento das águas do reservatório do Lago de Itaipu foi suspensa temporariamente e pode até ser descartada, graças às chuvas registradas na bacia do Rio Paraná, nas regiões Sudeste e Centro-Oeste do País. Hoje, a Hidrelétrica Binacional de Itaipu está operando na cota 219,40 metros acima do nível do mar. A média normal varia entre 219 e 220 metros. Em alguns períodos, depois do mês de novembro, a usina de Itaipu foi obrigada a reduzir o volume de água de seu reservatório para socorrer o sistema elétrico brasileiro. A medida foi determinada pelo Operador Nacional do Sistema (ONS), que regulamenta o setor e pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
Em 1999, o reservatório de Itaipu chegou a ser rebaixado em quase cinco metros (da cota 220,30 metros para 215,30 metros), durante o período de 15 de novembro a 15 de janeiro do ano seguinte. Três meses depois, voltou ao seu nível normal. Este ano, a menor cota foi registrada no dia 15 de dezembro, quando o volume do reservatório ficou em 217,6 metros.
A operação de rebaixamento do lago tem como finalidade manter a geração de energia, usando o estoque de água (armazenado nos períodos de cheia) para compensar a baixa vazão que entra no reservatório da usina nos tempos de estiagem (período seco).
No ano passado, o sistema elétrico nacional enfrentou a pior seca de todos os tempos. O nível dos reservatórios em boa parte do País, ficou bem abaixo do normal, obrigando a população do Sudeste, Centro-Oeste, Nordeste e Norte do País a economizar energia sob o risco de enfrentar apagões. O Brasil tem 95% da sua base energética movida por usinas hidrelétricas. Por isso, depende de água para produzir energia. As chuvas intensas que caíram no Sudeste e Centro-Oeste do Brasil nos últimos dias contribuíram para melhorar o nível dos reservatórios em todo o País.

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