A forte chuva de anteontem à tarde provocou mais estragos nas obras do Lago Igapó 2, em Londrina. Os tubos colocados para impedir que a água passasse por cima do aterro estrada de serviço utilizada pelas máquinas e caminhões que trabalhavam na ponte da Avenida Higienópolis foram carregados pela enxurrada. Além dos tubos, a água da chuva também levou mais terra para o Igapó 1.

O diretor da Secretaria Municipal de Obras, Antônio Ursi, disse que a orientação repassada pelo secretário Luiz Carlos Bracarense (que deixou o cargo ontem) era de colocar duas fileiras de tubos. Esses canais atuariam como ''ladrão'', para diminuir o volume de água acumulado pela chuva na parte esvaziada do Igapó 2. Na semana passada a água da chuva já havia levado parte do aterro.

Bracarense disse que a colocação dos dutos estava prevista no projeto de obras do lago, cujo responsável era ele mesmo. O ex-secretário informou que o aterro consta em uma segunda licitação que será aberta amanhã para a construção do dique, do vertedouro e do fundo da ponte. Segundo o ex-secretário, a terra carreada para o Igapó 1 deverá ser utilizada na construção da barragem, sem prejuízos para o lago.

Procurado pela Folha para avaliar os estragos provocados no aterro, o presidente do Clube de Arquitetura e Engenharia de Londrina, Paulo Bombassaro, informou apenas que não conhece o projeto para o Igapó 2 e que a entidade nunca foi chamada para participar das discussões. Ele garantiu que os profissionais associados ao clube estão dispostos a auxiliar. ''Basta apenas que a prefeitura os convoque'', declarou.

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