Chuva provoca caos em Londrina
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terça-feira, 06 de dezembro de 2005
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Telefones de emergência congestionados, trânsito caótico e completamente parado em várias vias importantes, veículos cobertos pela água, árvores caídas, várias casas inundadas, semáforos queimados e queda no fornecimento de energia elétrica. Assim ficou Londrina depois da chuva torrencial que atingiu a cidade no final da tarde de ontem. Sobrou prejuízo e transtornos para todo mundo.
Na avenida 10 de Dezembro, na altura do Jardim California (Zona Sul), as duas pistas foram tomadas pelo turbilhão de água que descia das ruas vizinhas. Diversos motoristas foram pegos de surpresa. Uma Ford Courrier chegou a ser arrastada pela força da correnteza. Além dos muitos veículos parados por problemas mecânicos, houve ainda um engavetamento envolvendo três carros que não deixou feridos. Crianças índias do Centro Cultural Caingangue ajudaram a empurrar alguns veículos que ficaram ilhados pela inundação. O trabalho de controlar o trânsito coube a uma equipe do Corpo de Bombeiros. Morador da região há 12 anos, Severino Alves da Silva estava espantado. ''Acho que foi tipo uma tromba d'água que entupiu os bueiros'', comentou.
No Jardim Antares (Zona Sul), a água também invadiu quintais e residências. Numa delas, a água chegou a quase meio metro e estragou móveis, alimentos e eletrodomésticos. Os moradores não quiseram falar com a reportagem.
Na avenida Celso Garcia Cid, uma das principais ligações do centro com a Zona Leste, a rede de escoamento de água pluvial não deu conta do serviço. O resultado foi que a enxurrada invadiu a calçada e o barracão de uma empresa. Os empregados tentavam, em vão, conter a água com rodinhos. Mesmo com a pista tomada pela lama, alguns motoristas se arriscaram a passar. Os mais prudentes desviaram do lamaçal.
Perto dalí, na avenida Theodoro Victorelli, a inundação e a queda de uma árvore interromperam o tráfego na pista sentido centro-bairro. Motoristas subiram o canteiro e seguiram pela contra-mão. Poucos metros adiante, na rua Flor de Jesus, na Vila Ricardo, um Corsa foi abandonado no meio da enchente.
Numa favela no Jardim Marabá, o barraco de famíliares da dona-de-casa, Neusa dos Santos Filho, foi invadido pela correnteza do Córrego Água das Pedras que subiu muito acima do nível normal. Cinco pessoas moravam num pequeno cômodo. ''Camas, roupas, está tudo molhado. Não deu tempo de pegar nada'', lamentou.
Num viaduto da linha férrea no final da rua Mangaba, no Jardim Interlagos, uma van de uma casa de material de construção parou em meio à lama e teve que ser rebocado por outro caminhão. Alheias ao riscos de contrair doenças, as crianças se divertiam na ''piscina'' que se formou.


