Chuva prejudica retirada de óleo do Ribeirão Lindóia
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sábado, 18 de maio de 2002
Chiara Papali Reportagem Local 
A chuva, ontem, em Londrina, prejudicou o trabalho dos funcionários do Pool de Combustíveis no Ribeirão Lindóia, contaminado com óleo diesel. As obras de construção de um poço de drenagem para conter o óleo estão atrasadas e existe a possibilidade dos trabalhos serem interrompidos se a chuva continuar forte. A contaminação do Ribeirão Lindóia foi percebida por moradores na semana passada. Ainda não foi identificada a fonte poluidora.
De acordo com o chefe interino do poll, Wagner Figueiredo, uma parte do poço desbarrancou e terá que ser refeito. O acesso é ruim e escorregadio e não podemos colocar em risco os funcionários. Com a chuva, não há firmeza no solo e as máquinas não poderão ser utilizadas, disse.
Com o atraso das obras, fica adiado o início do funcionamento de uma caixa separadora de óleo e água. O equipamento deveria ter começado a ser operado na manhã de ontem.
Ontem, o pool de combustíveis divulgou que o resultado da segunda etapa de um teste de estanqueidade, para verificar vazamentos na tubulação de óleo, foi negativo. De acordo com o supervisor de operações da Haztec (empresa contratada para fazer os testes), Sérgio Ricardo Couto, a parte mais propensa a vazamentos já foi testada. Ontem, a empresa iniciou teste na tubulação de descarregamento do óleo. Funcionários cavaram um trecho de oito metros para a tubulação, que é subterrânea, ser visualizada. O resultado desse teste deve ser divulgado hoje.
Segundo Figueiredo, o Pool de Combustíveis deve solicitar na segunda-feira à Agência Nacional de Petróleo (ANP) e ao Instituto Ambiental do Paraná (IAP) a retomada do recebimento de combustível. Desde quarta-feira, o recebimento de óleo diesel está embargado no pool e, desde anteontem, na Petrobrás Distribuidora, que também deverá fazer testes de vazamento.
Amanhã começam os trabalhos da empresa de São Paulo Hidroplan Hidrogeologia e Planejamento Ambiental (contratada pelo pool), para detectar como o combustível está contaminando o lençol de água.
A Folha procurou a Petrobrás Distribuidora em Londrina, mas foi orientada a contatar a sede no Rio de Janeiro. Ontem, ninguém atendeu os telefonemas.


