Foz do Iguaçu
A chuva está dificultando o trabalho de substituição das dez torres de transmissão da energia gerada pela hidrelétrica de Itaipu que caíram no domingo, no município de Vera Cruz do Oeste (52 quilômetros a oeste de Cascavel) em consequência de um vendaval. Devido à chuva que atingiu a região durante todo o dia de ontem, a troca das torres e o restabelecimento do fornecimento de energia para as regiões Sul, Sudeste e Centro Oeste do País poderá atrasar.
A previsão inicial de Furnas Centrais Elétricas (empresa estatal que administra o sistema de distribuição) era que o conserto no circuito 1 (onde caíram quatro torres), fosse concluído até o próximo sábado. No circuito 2 (onde caíram seis torres), a meta era concluir o trabalho em 15 dias. ‘‘A chuva está dificultando o acesso de caminhões com material e guindastes até o local e o trabalho está sendo mais lento do que o previsto’’, informou ontem à tarde o chefe de Produção de Furnas para o Paraná, José Maurício Zaroni.
Segundo ele, em decorrência da chuva, a previsão inicial para a substituição das torres poderá ser alterada. As torres caíram em uma lavoura, em terreno plano, mas de difícil acesso com o solo molhado. Com a força do vento, esses equipamentos (que têm altura entre 43,5 e 45 metros) ficaram retorcidos. Alguns torres foram arrancadas do chão. De acordo com o engenheiro de Furnas, o vento atingiu, no mínimo, 150 quilômetros por hora, porque as torres são projetadas para suportar ventos com até essa velocidade.
Cento e noventa pessoas, entre técnicos e pessoal de apoio, trabalham desde ontem na retirada das ferragens. Para a operação, foram deslocados funcionários de Furnas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Goiás e Distrito Federal. Zaroni disse que a queda simultânea de dez torres de transmissão de energia foi um ‘‘recorde’’ nos 40 anos da empresa.
Os materiais de reposição estão sendo transportados de caminhão do Almoxarifado Central de Furnas, em Campinas (SP), a cerca de mil quilômetros de distância.

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