Dorico da SilvaLamaConjunto Alexandre Urbanas (zona leste) é um dos que aguardam o tempo melhorar para ser asfaltado Desde 1980 que não chovia tanto, em Londrina, durante o mês de fevereiro. Segundo dados do Posto Meteorológico do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar), as chuvas somaram, no mês passado, 356 milímetros (cada milímetro significa um litro de água por metro quadrado de superfície). Esta quantidade de chuva é recorde desde fevereiro de 80, quando o Iapar registrou uma precipitação de 359 milímetros. A média de chuvas para fevereiro na Cidade - calculada com base em dados dos últimos 20 anos - é de apenas 172 milímetros.
Há duas semanas - desde 19 de fevereiro - que chove diariamente em Londrina. Este excesso de chuva já causa transtornos na vida da população e prejuízos a diferentes setores da economia, notadamente ao da construção civil. No Aeroporto Santos Dumont, que opera 36 vôos diários, 37 deles foram cancelados durante o mês passado. Têm sido constantes também os atrasos e fechamentos parciais para pousos e decolagens.
O asfaltamento de 14 bairros da Cidade - totalizando 493 mil metros quadrados -, principal programa de investimento da Prefeitura atualmente, está parado há vários dias. ‘‘A terra está muito úmida, encharcada mesmo. Assim, o trabalho de compactação fica impraticável. Quando a chuva pára, temos que esperar pelo menos dois ou três dias para voltar ao trabalho com as máquinas, o que foi praticamente impossível durante fevereiro’’, comenta o secretário municipal de Obras, José Righi de Oliveira.
As datas de entrega das obras de asfaltamento já começaram a ser adiadas, como no caso do conjunto habitacional Jamile Dequech (zona sul), prevista para o dia 28 de fevereiro e mudada para 31 deste mês. ‘‘É melhor atrasar um pouco o asfaltamento do que comprometer a qualidade do serviço da obra, que está sendo realizada para durar vários anos’’, explica o secretário, lembrando que nas estradas rurais o estrago provocado pelas chuvas foi ainda maior.
E as previsões não são nada animadoras. Estudos do Sistema Metereológico do Paraná (Sismepar) anunciam que em março e nos próximos três meses - durante o outono - deve chover mais que a média normal registrada neste período nos anos anteriores, em consequência direta do fenômeno conhecido como El Ni¤o.

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