Chuva no Oeste ainda é insuficiente
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quinta-feira, 15 de maio de 1997
Sucursal de Cascavel 
Chuvas acumuladas entre quarta-feira e a madrugada de ontem no Oeste do Paraná alteraram pouco o nível dos mananciais de abastecimento, que tiveram a vazão bastante reduzida. Já há casos de racionamento e até de falta dágua. Segundo o setor de controle de pluviometria da cooperativa Coopavel, o volume de precipitações foi de apenas 12 milímetros. Ontem fez tempo bom e não há previsão de chuva até o final da semana.
A chuva foi acompanhada de queda na temperatura. Na manhã de ontem, os termômetros mantiveram a média de 15 graus em Cascavel. Os dois fatores resultaram em redução no consumo de água. O que contribui um pouco para não tornar a situação ainda mais difícil, diz o gerente regional da Sanepar, Afonso Marangoni. O gerente observou que seria necessário mais chuva para regularizar o nível dos reservatórios.
A Sanepar está captando apenas 2 mil metros cúbicos de água por hora no Rio Cascavel, 900 menos do que em condições normais. Para garantir o abastecimento da cidade, a companhia está utilizando o Rio Peroba, manancial reserva, do qual extrai mil metros cúbicos. No distrito de Rio do Salto, o poço artesiano tem vazão reduzida e diariamente são mandadas da cidade para o distrito 100 mil litros de água, em caminhão-pipa.
A mesma forma de atendimento é feita à população de Matelândia (61 quilômetros a oeste de Cascavel), onde a situação é mais grave, porque secou o único manancial de abastecimento, o Rio Barreirão. A Sanepar utiliza seis caminhões para transportar diariamente 600 mil litros de água da vizinha cidade de Medianeira.
Outras três cidades da região enfrentam problemas. Em Campo Bonito, o poço artesiano reduziu vazão e diariamente há cortes no abastecimento. Em Guaraniaçu, o nível do Rio Fivela baixou consideravelmente e poderá haver racionamento, e em Nova Prata do Iguaçu, o Rio Santa Cruz secou e o abastecimento é feito emergencialmente no Rio Cotejipe.


