Chuva não espanta público interessado em medir pressão
A chuva não tem atrapalhado as atividades do projeto Saúde na Praça, que desde segunda-feira, estão acontecendo na Praça José Borges de Macedo, no centro de Curitiba. Numa barraca montada especialmente para o evento, centenas de pessoas estão recebendo gratuitamente orientações para prevenir e detectar precocemente a hipertensão arterial, uma doença comum na população com mais de 40 anos de idade.
Até sexta-feira, das 14 horas às 18 horas, além de medir a pressão, os interessados poderão ser informados sobre como fazer uma dieta balanceada e sobre a importância dos exercícios físicos.
O trabalho é coordenado pela Secretaria Municipal da Saúde -que possui uma equipe que faz a medição da pressão-, mas conta com o apoio da Universidade Federal do Paraná e das secretarias estaduais da Saúde e do Esporte.
Os três últimos participantes são responsáveis pela medição e pesagem das pessoas, orientação de como ter uma alimentação saudável e sobre os exercicíos físicos que podem aumentar a qualidade de vida das pessoas.
Regina Bagatin, supervisora do Distrito Sanitário da Matriz e coordenadora do evento, explica que o projeto visa conscientizar a população e até mudar os hábitos das pessoas sedentárias, que se alimentam mal, fumam e bebem. Segundo Bagatin, são elas as principais vítimas de várias doenças, principalmente as cardiovasculares, que representam a primeira causa de morte de adultos em Curitiba.
Os hábitos que contribuem para o aumento da pressão arterial são bastante comuns e outro fator agravante é que a hipertensão não tem sintomas, sendo conhecida por isso como assassina silenciosa.
O vendedor Antônio Carlos Reis, 43 anos, estava passando ontem na rua e resolveu parar para medir a pressão arterial. Confirmou mais uma vez uma problema que traz há dois anos. Reis tem pressão alta, que varia entre 17 a 24 mmHG. A pressão considerada normal vai de 12.8 a 14.9 mmHG, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS).
Depois da medição, o vendedor foi orientado sobre a necessidade de fazer um tratamento médico. Mesmo assim ele garantiu que não tomará remédio, porque já usou dois tipos de medicamentos durante um mês, que não fizeram efeito.
Nos casos de pressão alterada, mas dentro de níveis aceitáveis, os participantes estão recebendo uma consulta agendada no posto de saúde mais próximo de casa. Já quem apresenta níveis mais altos está sendo encaminhado imediatamente de ambulância para a Unidade de Saúde Boa Vista.
Só na segunda-feira, 363 pessoas participaram das atividades, seis delas foram consideradas casos de emergência.





