Chuva não dá tregua e mata bebê no PR
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sábado, 03 de novembro de 2007
Luciano Augusto<br> Reportagem Local 
Como a meteorologia havia antecipado, as tempestades continuaram castigando o Paraná ontem e provocando mais estragos. Por todo o interior do Estado, as chuvas acompanhadas de ventos de quase 60 km/h voltaram a derrubar árvores, destelhar casas e assustar as pessoas das áreas atingidas como, por exemplo, em Londrina. No final da tarde, continuava chovendo forte nas regiões de Umuarama, Cianorte, Cambará e Jaguariaíva. Em Fênix (Noroeste), a passagem do vendaval de anteontem foi trágica: um bebê morreu após ser atingido por uma parede que ruiu.
O bebê, um menino com pouco mais de um ano de vida, estava dormindo no berço quando a parede do quarto desabou e os tijolos caíram sobre ele. Segundo o Corpo de Bombeiros, os pais estavam em casa mas não se feriram. Eles teriam tentado socorrer a criança até um hospital da cidade de Barbosa Ferraz mas ela não resistiu aos ferimentos. Em Fênix, outras casas também foram danificadas mas não deixaram feridos.
Ontem, os Bombeiros de todo o Estado continuaram tendo muito trabalho. Destelhamentos, alagamentos e quedas de árvores voltaram a ser registrados em Campo Mourão, Maringá, Ponta Grossa, Guarapuava e Coronel Vivida. Árvores também caíram em Apucarana, Arapongas, Rolândia, Sarandi e Ibiporã.
Em Londrina, um vendaval no início da tarde também provocou danos e assustou muitos moradores. No Jardim Quebec, uma grande Santa Bárbara caiu em frente à casa do advogado Cláudio Antônio Canezin. ''É uma árvore podre e o risco de vida que ela representa é muito grande. Antes que aconteça algo mais grave, é preciso que se tire árvores dessa espécie e se plante outras, mais seguras'', pediu. A guarita do guarda da rua, Orlando José da Silva, por pouco não foi atingida. ''Só Deus mesmo para guardar a gente'', agradeceu. Na Zona Sul, a árvore que a terapeuta floral Nina Cardoso havia pedido o corte há cinco anos caiu e estragou a calçada.
Na Zona Norte, dois carros e o fio de telefonia foram atingidos por uma árvore. No assentamento Shekiná, no Conjunto Vivi Xavier, Vagner Maximiliano viu o telhado de sua casa ser arrancado pelo vendaval. ''Foi um barulho louco. De repente, veio a ventania e levantou tudo. Só deu tempo de correr para fora'', afirmou. As telhas e caibros danificaram os telhados de duas casas vizinhas. Outras três casas do assentamento também foram destelhadas. Na casa da família de Maria Domingos Tomé Siqueira, as telhas por pouco não ferem a filha dela, Ana Carla, que estava no quarto. Os moradores pedem ajuda: eles precisam de telhas, roupas, móveis e alimentos.
De acordo com o Sistema Meteorólogico do Paraná (Simepar), a frente fria que provocou os temporais se afastava para o Sudeste na noite de ontem mas a previsão indicava que a instabilidade se estenderia pela madrugada. Havia possibilidade de chuvas fortes no centro e centro-sul do Estado. Conforme o Simepar, o céu deverá continuar encoberto durante o dia de hoje em praticamente todo o Estado e o sol só aparece amanhã.


