Chuva não afasta risco de racionamento
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terça-feira, 18 de novembro de 2003
Janaina Garcia<br> Reportagem Local 
Os 35 milímetros de chuva que encharcaram Londrina ontem de madrugada até o início da tarde ainda não foram suficientes para livrar a cidade do risco de racionamento de água. A afirmação é do coordenador operacional da Sanepar, Nelson Okano, segundo o qual os índices pluviométricos têm de ser menos intermitentes e mais elevados para melhorar o nível das fontes de captação.
De acordo com ele, o Ribeirão e o Rio Cafezal foram as áreas onde a estiagem se fez mais presente. ''A chuva de ontem até trouxe à normalidade o fluxo do Ribeirão. Na vazão do Rio, contudo, os 45 centímetros que baixaram ao longo desses dias ainda necessitam de mais água para serem repostos'', disse. ''Se cair mais, teremos de reduzir a produção de água tratada'', alertou o coordenador.
Outra fonte de captação da Sanepar para Londrina é o Rio Tibagi, o qual, segundo Okano, teve uma queda irrelevante na vazão, em vista de seu maior volume de água. ''Ele não preocupa nesse momento'', resumiu.
O Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) avisa que deve voltar a chover em todo o Paraná nos próximos dias. O motivo é a chegada de uma nova frente fria, a partir de hoje, a qual deixará o tempo estável e trará tempestades a todas as regiões inclusive para a Norte. ''Para Londrina, inclusive, estão previstas fortes rajadas de vento para o fim da tarde e início da noite desta terça-feira'', explica o meteorologista Samuel Braun, do Simepar. De acordo com ele, o céu deve ser limpo a partir de quinta-feira, quando chega uma massa de ar seco e frio amenizando as temperaturas.
Do norte paranaense, Londrina foi a cidade em que mais choveu ontem o Simepar registrou 26 mm em Apucarana e 20 mm em Maringá.


