Chuva leva pontes e bloqueia estradas
PUBLICAÇÃO
sábado, 09 de janeiro de 1999
Luciane Tonon 
A ponte sobre o Rio Bonito, na PR-437, entreAlvorada do Sul e Primeiro de Maio (61 km ao Norte de Londrina) está interditada há dois dias por determinação do Departamento de Estradas e Rodagens (DER).
Uma das cabeceiras da ponte foi levada pelas águas das chuvas. Segundo o engenheiro do 7º Distrito do DER (Ibiporã), José Roberto Alves Pereira, a conclusão dos reparos depende da melhoria do tempo.
DivulgaçãoInterditadaValeta aberta na estrada rural Água da Barra Bonita impede a passagem de qualquer veículoPereira explicou que o aumento do volume da água do rio desaterrou a cabeceira da ponte e abriu um buraco na pista. Tentamos interditar só meia pista, mas o aterro continuava caindo e então decidimos interditar toda pista, informou.
Se o tempo melhorar até domingo o trecho deverá ser liberado, mas com tráfego controlado. Para ir de Alvorada do Sul a Primeiro de Maio, e vice-versa, os usuários devem desviar até Bela Vista do Paraíso, o que aumenta o percurso em 23 quilômetros.
No município de Primeiro de Maio, os estragos provocados pelas chuvas nas estradas rurais e nas lavouras têm preocupado o prefeito Paulo Teodoro (PSDB). A intensidade das chuvas nos primeiros dias do ano causou a queda de quatro pontes, que foram arrastadas pela correnteza: uma no bairro Água da Barra Bonita, duas na Água da Pitangueira e uma na Água do Jacu.
Segundo o prefeito, somente no bairro Água do Bonitão, cerca de 18 quilômetros das estradas estão totalmente intransitáveis.
O prefeito está enviando um projeto de recuperação ao governo de Estado para levantar recursos. Nosso município tem base econômica agrícola e a conservação das estradas é essencial, disse. Ele disse que o município não tem recursos para consertar os estragos e pode decretar estado de emergência nos próximos dias. Esperamos uma sensibilização do governo, apelou.
Estado precário Usuários PR-542, que ligaColoradoaNossa Senhora das Graças(85 km ao norte de Maringá) reclamam do estado de conservação da rodovia. O motorista Marco Aurélio Valério Azevedo disse que teve prejuízo ao ter a roda e o amorteceder de seu carro danificados por um dos buracos do rodovia. Para evitar o trecho, estou aumentando o percurso em 30 quilômetros, disse.
O supervisor do trecho, Osmar Lopes, não foi encontrado ontem à tarde para falar sobre o assunto. O engenheiro-chefe da regional do DER em Maringá, Heitor Dutra, encontra-se de férias.


