Os oito primeiros dias de 2007 já registraram mais chuvas em Londrina do que o esperado para todo o mês de janeiro. Até agora, as precipitações atingiram 219,2 milímetros, enquanto a média histórica do período é 208,5 milímetros, segundo dados da Estação Meteorológica do Instituto Agronômico do Paraná (Iapar). As chuvas constantes estão sendo provocadas pelo fenômeno ''El NiÀo'' e deverão continuar, pelo menos, até sexta-feira, conforme previsões do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar). Por enquanto, não há registro de desabrigados pela chuva na Defesa Civil do Paraná.
De acordo com estatísticas do Simepar, as precipitações têm atingido o Estado deste o início do ano e, embora permanentes, elas têm sido bastante irregulares em todas as regiões. O clima ainda acarreta nebulosidade variável. A meteorologista do Simepar Sheila Paz explica que as chuvas estão sendo causadas devido ao encontro de uma massa de ar quente e úmida, que veio da Região Centro-Oeste do País, com uma frente fria vinda da Argentina. ''O encontro desses dois sistemas provoca chuvas contínuas. Durante esta semana o sol vai aparecer, mas as chuvas continuam no final da tarde e à noite'', afirma.
Segundo ela, estes primeiros dias do mês já estão mais úmidos do que o mesmo período de 2006 e 2005 em todo o Estado. Naqueles anos, os verões foram mais secos. Somente como comparação, em janeiro do ano passado foram registrados 121 milímetros de chuvas em Londrina; agora, já são 219,2mm. Pelos dados do Simepar, as precipitações têm sido permanentes nas regiões Leste, Norte Pioneiro e nos Campos Gerais.
Prejuízos - Os reflexos das chuvas constantes, por enquanto, estão sendo sentidos apenas na produção de hortaliças, o que elevou significativamente o preço das mercadorias. Na Ceasa de Londrina alguns produtos já chegaram a ter seu custo dobrado desde o início do ano. A agricultura, por enquanto, não registrou quebras. De acordo com o pesquisador do Iapar, Wilian Ricce, as chuvas são benéficas às plantações de soja e milho e para as pastagens. ''As plantas estão em fase de florescimento e este é o principal período por demanda de chuvas'', observa.
Embora benéficas, as precipitações constantes aliadas às altas temperaturas registradas na região podem trazer problemas aos sojicultores. O clima está propício à proliferação da ferrugem, que afeta diretamente a produtividade da planta. O único modo de prevenção da doença é a aplicação de fungicidas.

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