Chuva interdita escola mais uma vez
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quarta-feira, 20 de setembro de 2006
Adriana Ito<br>Reportagem Local 
Todas as vezes em que choveu um pouco mais forte este ano a Escola Estadual Doutor Olavo Garcia Ferreira da Silva, no Conjunto Avelino Vieira (Zona Oeste de Londrina) precisou interromper as aulas e dispensar os alunos. Com diversas telhas quebradas, as salas de aula chegam a ficar alagadas com a grande quantidade de goteiras, que molham carteiras, materiais didáticos e quadros-negros e obrigam alunos e professores a se retirarem.
A chuva de ontem não foi exceção. Os estudantes foram dispensados na hora do recreio, já que a maioria das salas de aula, o pátio interno, os banheiros e a cozinha da instituição apresentavam inúmeras goteiras. ''Recentemente, nós mesmos trocamos as telhas quebradas, mas não adianta, porque logo quebram tudo de novo. Precisamos de uma reforma geral'', afirmou o diretor Sylvio Sidnei Benini.
A escola, construída há 25 anos, já foi ampliada algumas vezes, mas nunca ganhou uma reforma em sua estrutura. Quase todas as 14 salas de aula têm goteira. Além disso, há portas e vidros quebrados. A pintura já está bastante desgastada. Em determinada parte do telhado, as telhas foram arrancadas. Mesmo as telhas de zinco que cobrem o pátio interno estão perfuradas.
Segundo o diretor, pessoas da própria comunidade atiram pedras contra a escola, atingindo e danificando o telhado, além de quebrar vidros de janelas e expor os alunos ao risco de serem atingidos. ''A maioria são jovens que querem invadir a quadra de esportes, e como não deixamos eles nos atacam jogando pedras.''
Outra razão apontada por Benini para tantas goteiras foi o fato de os alunos subirem no telhado para buscar as bolas que porventura ficam presas lá. ''A quadra esportiva foi mal planejada, não tem estrutura. Assim, frequentemente acontece de a bola cair no telhado. Aí os alunos sobem e acabam quebrando telhas. É preciso construir uma proteção que impeça os alunos de subirem'', explicou. A quadra foi construída há quatro anos.
''O Fundepar esteve aqui na semana passada para chamar a nossa atenção, dizendo que a escola está abandonada. Eu respondi que, sem dinheiro, não dá pra fazer nada'', relatou o diretor. Benini afirmou receber pouco mais de R$ 1 mil para poder comprar a merenda, os materiais para a secretaria e cuidar dos reparos da escola. ''Não tem condições.''
A escola tem mais de 900 alunos de 1 a 8 série, e, segundo o diretor, a grande maioria é composta por crianças carentes, que muitas vezes são criadas por parentes e ainda convivem diretamente com a criminalidade.
A assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Educação informou que uma equipe do Instituto de Desenvolvimento Educacional do Paraná (Fundepar) estava em Londrina ontem para visitar a escola e averiguar a necessidade de reformas no prédio.


