Chuva, granizo e vento castigam Londrina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 19 de outubro de 2009
Luciano Augusto e<br>Mariana Guerin<br>Reportagem Local 
Castigada por chuvas fortes e ventos há vários dias, Londrina voltou a sofrer com mais uma tempestade na tarde de ontem. Vendaval contabilizou estragos na Região Central e Sul da cidade, principalmente árvores caídas sobre casas e carros ou impedindo a passagem nas ruas, além de outdoors derrubados.
Em pouco mais de uma hora choveu um total de 93 milímetros, o equivalente a 70% da média que era esperada para todo o mês de outubro, segundo o meteorologista do Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar), Reinaldo Kneib.
Os ventos chegaram a 50 km/h na estação localizada na Zona Sul, mas rajadas ainda mais fortes atingiram outras regiões. ''Uma grande quantidade de umidade que está presente no sul do país e o calor mantêm a primavera propícia para tempestades mais severas'', explicou.
O meteorologista adiantou que o tempo deve permanecer instável hoje e o sol só volta a brilhar amanhã e quarta-feira. E o aumento da temperatura pode provocar novas tempestades na quinta-feira.
O Corpo de Bombeiros de Londrina recebeu mais de 200 chamadas relacionadas a cortes de árvores, destelhamentos e acidentes e todas as equipes trabalhavam sem trégua até o fechamento desta edição.
Na Rua Guimarães Rosa (Zona Leste), o condutor de um Chevette com cinco pessoas perdeu o controle durante a tempestade e atingiu uma árvore. Ninguém ficou ferido com gravidade.
Outro acidente ocorreu próximo ao Parque Ney Braga, envolvendo um automóvel e uma moto. A pista estava molhada no momento da batida. O condutor da motocicleta foi encaminhado ao HU e a passageira, uma jovem de 17 anos, foi atingida no tórax e morreu no local.
No conjunto Alexandre Urbanas, o telhado de um depósito se desprendeu, caiu na rede elétrica e em outras cinco residências. Em uma delas, os destroços destruíram todo o telhado e o carro na garagem.
A Defesa Civil também teve muito trabalho ontem. Embora não tenha recebido informações sobre desabrigados ou feridos, precisou distribuir lonas para famílias no Jardim Guanabara (Zona Sul) que tiveram suas casas destelhadas.
Naquela região, o forro de um supermercado caiu sobre expositores e clientes que visitavam uma feira realizada no subsolo. O incidente não deixou feridos, mas o vento forte bateu a porta de entrada do estacionamento, que ficou superlotado de clientes que não tinham uma saída de emergência.
Também no Guanabara, famílias ajudavam umas às outras a contabilizar os estragos e limpar a bagunça até um novo vendaval começar uma hora mais tarde. Na Rua Paramaribo, uma árvore caiu sobre o portão de uma casa onde estavam oito pessoas.
Já na Rua Guadalajara, Marie Pola e o marido cortavam os galhos da árvore que foi arrancada pela ventania e destruiu o muro. ''Foi uma desculpa para fazermos um novo muro'', brincou a dona de casa, que preferiu não acionar os bombeiros e limpar a sujeira com a ajuda do marido.
Na Rua Managua, Henrique Navarro viu uma árvore cair sobre seu carro, destruindo a porta e o vidro traseiros. ''Até pensei em tirar o carro da rua, mas como a chuva era muito forte, preferi esperar'', lamentou o morador, contando que a mesma árvore atingiu o poste de luz, que caiu sobre a casa da vizinha. Ali perto, na Rua Montevidéu, mais uma árvore caiu sobre a fiação, derrubando o poste de energia.
Na Rua Professor João Cândido, uma árvore caiu na altura do Calçadão e bloqueou o trânsito. Na Avenida Higienópolis, outdoors foram destruídos e árvores caíram por toda a extensão da rua, que também teve trechos bloqueados. O vento derrubou árvores no redor do Lago Igapó, que teve quase toda a margem próxima ao Jardim Guanabara destruída. (Colaborou Micaela Orikasa)
Serviço:
Informações sobre prejuízos devem ser encaminhadas para o telefone 193 da Defesa Civil do Corpo de Bombeiros e as doações podem ser feitas para a Cohab, através do (43) 3315-2203.


