A forte chuva que caiu no final da tarde de ontem inundou um trecho da Rua Celeste Castanho de Barros, no Jardim Acapulco, zona sul de Londrina. A água invadiu diversas casas e os moradores tiveram que ser rápidos para proteger móveis e eletrodomésticos. Segundo eles, desde que o loteamento foi construído, há mais de um ano, o problema existe.
‘‘A água invade a casa, estraga móvel, e ninguém paga nada. E já está dando até infiltração. Já reclamamos com construtora, prefeitura, e até agora nada’’, disse o morador José Firmino da Silva. ‘‘Se a gente está fora, tem que vir para cá correndo. Se é de madrugada, tem que levantar para ver se a água não vai entrar’’, completa Claudemir Eira, também morador e que tem um filho de apenas um ano e sete meses de idade.
Morando numa casa alugada há apenas três meses com o marido e dois filhos, Andréa de Carvalho Oliveira estava ontem mesmo colocando os móveis num caminhão e ia até a imobiliária entregar as chaves. ‘‘Na outra chuva a água entrou até a metade da sala, além do quintal. Mas agora a água alagou a casa inteira. Não quero mais ficar aqui’’, afirmou.
Luís Correa Cruz, proprietário da Correa Cruz Empreendimentos Imobiliários - que negociou as casas com os moradores - explicou que o problema está nas galerias de águas pluviais, que não têm capacidade para suportar a chuva. Ele afirma que já mandou quatro ofícios até a Secretaria de Obras da Prefeitura e chegou a conversar pessoalmente com o secretário José Righi de Oliveira sobre o problema.
Como até ontem não havia solução, ele decidiu procurar um vereador para intermediar um encontro com o prefeito Antonio Belinati (sem partido). ‘‘Só falando com o prefeito. E eles (os moradores) ligam todos os dias para cá e eu não posso fazer nada. O problema é com as galerias’’, completa. A Folha não encontrou ontem à tarde o secretário José Righi de Oliveira para comentar o assunto.

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