Chuva forte alaga ruas em Londrina
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segunda-feira, 07 de julho de 2003
Fernando Rocha Faro<br>Reportagem Local 
A região de Londrina registrou ontem um volume de chuvas recorde, superior à média histórica, o que acarretou alguns transtornos, como entupimento de bueiros e queda de árvores sobre veículos. Os incidentes não tiveram feridos. Da meia-noite até 16 horas, o Sistema Meteorológico do Paraná (Simepar) contabilizou 48,4 milímetros. O índice é maior que a metade do volume histórico de chuvas registrado em julho. ''É um volume de chuva expressivo para a região'', comentou o meteorologista do Simepar, Itamar Moreira.
As chuvas de ontem na cidade foram causadas pela mesma frente fria que provocou tempestade, que acarretou prejuízos anteontem em Curitiba. Ao atingir a região, no entanto, a frente perdeu força e a chuva em Londrina foi de menor intensidade. Segundo Moreira, a temperatura deverá cair nos próximos dias. Na região, a previsão de temperatura mínima para hoje é de 12 graus. A máxima não deve passar de 23. O mês de junho foi considerado um dos mais quentes dos últimos 30 anos.
Apesar de não ser considerada de forte intensidade, a chuva de ontem motivou diversos chamados ao Corpo de Bombeiros. De acordo com o sargento José Eduardo Carvalho Rodrigues, ocorrências mais graves não foram constatadas. Três casos de queda de árvore sobre carros nas zonas norte e sul e na Área Central não tiveram registro de feridos.
A forte pancada de chuva do início da tarde causou alagamento na avenida Celso Garcia Cid, próximo à rua São Pedro. Carros, motos e, principalmente, pedestres encontraram dificuldade para atravessar a via e até para circular pelas calçadas. Segundo o fresador Rodrigo Fernandes Romeira, 20 anos, que trabalha numa ferramentaria próxima ao local, as inundações da rua são constantes. ''Sempre que chove um pouco mais forte, a rua toda fica alagada'', revelou.
A Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) desviou o trânsito da avenida Brigadeiro Faria Lima, que dá acesso à Universidade Estadual de Londrina (UEL), para a avenida Presidente Castelo Branco. Antes do início do trecho de obras, quatro fiscais de trânsito orientavam os motoristas a utilizar o caminho alternativo. ''Os fiscais davam a orientação. Quem preferia enfrentar o barro do local seguia pela Faria Lima. Mas então era por conta de cada motorista'', afirmou Álvaro Grotti Júnior, gerente de fiscalização de trânsito da CMTU.
O Aeroporto de Londrina ficou fechado por duas horas e vinte e cinco minutos em dois períodos, de manhã e à tarde. Dois vôos foram impedidos de pousar na cidade de manhã.
Apesar dos transtornos acarretados em diversas regiões da cidade, a chuva não impediu a pescaria do pedreiro aposentado Ismael Moreira, 49 anos, no Lago Igapó 4. Durante a tarde, munido de quase uma dezena de varas de pescar, ele insistia na tentativa de fisgar alguns peixes. O resultado, no entanto, não havia sido animador até o início da tarde de ontem: uma tuvira e um cará. ''Com a chuva parando, a água abaixa um pouco, fica mais limpa e melhor para pescar. Já peguei até tilápia aqui mesmo'', disse.
Leia na página 5 reportagem sobre a tempestade que provocou estragos, domingo, em Curitiba.


