Chuva forte alaga ruas em Londrina
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quarta-feira, 08 de maio de 2002
Emerson Dias<br>Reportagem Local 
A chuva forte deixou os moradores de Londrina e cidade vizinhas em alerta ontem. Apesar de não causar grandes prejuízos, a enxurrada mais uma vez entupiu bueiros, alagou casas mais afastadas do centro e deixou bairros da zona norte de Londrina ilhados devido ao barro.
Ela durou pouco, mas foi suficiente para alagar algumas ruas e provocar correria entre os pedestres pegos de suspresa. Barracos construídos na baixada de bairros, como João Turquino e União da Vitória, também tiveram os cômodos invadidos pela água.
Na zona norte, o Jardim São Jorge e o Assentamento Nossa Senhora Aparecida foram os mais prejudicados. A via de pouco menos de 500 metros, que liga as duas localidades à Avenida Saul Eukind, é de terra e cheia de buracos. Aqui é sempre assim: quando não é o barro é a poeira. Nem os carros conseguem passar pela rua, disse o presidente da Federação dos Sem-Teto de Londrina e morador do São Jorge, José Ricardo da Silva, destacando que outros bairros também são prejudicados com a falta de asfalto.
A Secretaria de Obras informou que o caminhão destinado ao desentupimento das bocas-de-lobo continua operando em pleno vapor. Atualmente, o equipamento está funcionando na zona sul, onde já desentupiu mais de 300 bueiros. O secretário de Obras, Aloysio Freitas, já havia afirmado à Folha na última sexta-feira, dia em que vários alagamentos foram registrados na cidade, que Londrina tem vários pontos críticos. Como o caminhão é de difícil deslocamento, não seria possível atender primeiro estes pontos sem seguir o roteiro determinado pelo órgão.
Em Assaí (36 quilômetros a leste de Londrina), os moradores também ficaram assustados com a chuva e o vento forte que passou pela cidade. Os técnicos da Copel, que haviam acabado de recolocar 40 postes e 4 mil metros de rede elétrica derrubados no final de semana, temiam que outro desastre acontecesse. Até o final da tarde de ontem, o Corpo de Bombeiros da cidade não havia registrado casos graves.
As chuvas dos últimos dias renovaram as esperanças dos agricultores da região, que tiveram suas plantações castigadas pela seca que durou todo o mês de abril. Para alguns hortifruticultores de Assaí, no entanto, o temporal da semana passada causou prejuízos, destruíndo principalmente os parrerais.


