As chuvas das últimas semanas e os serviços mal-acabados das obras de ampliação da rede de água e esgoto estão deixando as ruas e avenidas de Maringá em estado crítico. Na Avenida Pedro Taques, em frente à estação de tratamento da Sanepar, uma obra inacabada deixou uma valeta no meio da pista. No Conjunto Branca Vieira, a maioria das ruas apresenta buracos que são verdadeiras crateras. Moradores reclamam, mas a prefeitura não tem previsão para o recapeamento.
Os buracos provocados pelas obras de expansão da rede de água e esgoto são os que mais geram críticas da população. Desde o ano passado, empreiteiras contratadas pela Sanepar estão quebrando o asfalto das ruas e avenidas para executar o serviço, mas a recuperação da massa asfáltica é feita até 30 dias depois.
De acordo com comerciantes da Avenida Pedro Taques, a obra de expansão da rede de água já foi concluída há 40 dias. ‘‘Isso é uma vergonha e ninguém quer se responsabilizar pelo asfalto. A Sanepar diz que é um problema da prefeitura; a prefeitura diz que é da empreiteira, a empreiteira diz que é da Sanepar; e assim todo mundo vai enrolando a gente e o buraco continua no meio da avenida’’, diz o comerciante Aníbal de Souza Pereira, 51 anos. Segundo ele, por causa da valeta, os motoristas freiam bruscamente e quase todos os dias acontecem acidentes no cruzamento com a Rua Bogotá.
Segundo o gerente da Sanepar, Fábio Amaral de Queiroz, a recuperação da massa asfástica é de responsabilidade do Serviços Autárquicos de Obras e Pavimentação (Saop). Ele afirmou ontem que estava em negociação com os diretores do Saop para concluir a obra na avenida. Segundo o diretor do Saop, Ivo Espildora de Barros, a prefeitura é responsável apenas pela expansão da massa asfáltica. Segundo ele, a demora para a recuperação da pista da Avenida Pedro Taques é decorrente da falta de informação da Sanepar sobre a obra.
Apesar da falta de sintonia entre Sanepar e Saop, Barros afirmou ontem que a prefeitura vai fazer a recuperação do trecho porque entende que se trata de uma avenida bastante movimentada. Com relação aos buracos provocados pelas chuvas, Barros disse que já solicitou recursos do governo do Estado para fazer 615 mil metros quadrados de recapeamento. Enquanto os recursos não chegam, Barros disse que mantém duas equipes permanentes no serviço de tapa-buracos.Marcos NegriniDeterioraçãoMoradores reclamam, mas a prefeitura não tem previsão para o recapeamento; situação é mais crítica no Conjunto Branca VieiraLucinéia Parra

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