Chuva é tormento para crianças do Anália Franco
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quarta-feira, 14 de julho de 2004
Camilla Rigi<br>Reportagem Local 
A chuva, tão benéfica para alguns agricultores, tornou-se um tormento para algumas crianças e adolescentes que vivem nas casas lares do Lar Anália Franco, na Zona Leste de Londrina. Segundo o presidente da instituição, Waldir Piedade, as duas maiores casas, que são de madeira, estão muito velhas e há muita infiltração nas paredes e goteiras. ''À noite é um tal de empurra cama para um lado e puxa para outro. Tudo para desviar das goteiras'', relatou o presidente.
De acordo com Piedade, as casa foram construídas há mais de 25 anos e têm capacipade para abrigar 20 pessoas cada. ''A gente vai fazendo o que pode. Queria construir outras novas, mas não temos dinheiro'', contou o presidente. No total são cinco casas lares e uma de plantão que atendem os 73 internos, que são crianças em situação de risco social. ''Os lares menores são mais novos e de alvenaria. A gente fez algumas melhorias, mas ainda falta pintar'', disse Piedade.
A precariedade das casas de madeira é visível. Tábuas desprendendo, banheiros com rachaduras e sem adaptação para atender os adolescentes portadores de necessidades especiais. ''Em uma delas eu até consegui trocar as telhas, mas tive que parcelar em várias vezes o pagamento'', declarou o presidente. Além dos internos, a instituição atende 157 crianças em regime de externato. Na faixa etária de sete a 14 anos, o lar dá apoio sócio-educativo. Já na faixa de zero a seis anos, a instituição atua como Centro de Educação Infantil.
Além da reforma das casa, a instituição necessita com urgência de doações de arroz, óleo, fraldas e mistura. ''No inverno as crianças comem mais. Por dia, nós gastamos quase 25 quilos de arroz'', contou Piedade. A média de gasto do lar é de R$ 40 mil mensais, dos quais cerca de 30% são repassados pela prefeitura. ''O restante é obtido com a ajuda da população e com as vendas do bazar beneficente que comercializa móveis semi-novos e restaurados, além de roupas e utensílios'', explicou o presidente. O ferro-velho, a marcenaria e a tapeçaria também ajudam a incrementar o orçamento.
Quanto às doações, Piedade ressaltou que devem ser feitas apenas para funcionários identificados. ''Quando vamos buscar algum móvel, por exemplo, a nossa Kombi e o caminhão têm o nome da instituição'', alertou. Já as contribuições em dinheiro podem ser feitas diretamente nas agências do Banco do Brasil, em nome do lar. Enquanto a ajuda não chega, os funcionários encontram maneiras de economizar. ''Estávamos gastando muito com gás, agora o fogão é a lenha'', declarou Piedade. Os interessados em ajudar podem entrar em contato com o lar pelo telefone (43) 3325-8060.


