Chuva e granizo provocam destruição no Estado
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terça-feira, 14 de setembro de 2004
Andréa Lombardo<br>Equipe da Folha 
Curitiba O vento forte e a chuva acompanhada de granizo voltaram a provocar estragos em municípios da região central do Estado na madrugada e manhã de ontem. As cidades mais atingidas, onde houve destelhamento e alagamento de casas, foram Ponta Grossa, Telêmaco Borba (128 km ao norte de Ponta Grossa) e Ventania (126 km ao norte de Ponta Grossa). Em Curitiba, região metropolitana e Litoral, o temporal provocou quedas de energia, atingindo cerca de 101 mil domicílios.
Em Ponta Grossa, a chuva de granizo começou por volta da zero hora de ontem. Até o final da tarde de ontem, cerca de 160 famílias, que tiveram as coberturas de suas casas arrancadas pelo vento ou perfuradas pelo granizo, haviam sido cadastradas. O diretor de Operações da Defesa Civil de Ponta Grossa, Fábio Miranda, acredita que esse número deva passar de 300 famílias.
A equipe da Defesa Civil percorreu os locais mais atingidos, como a Vila Vilela, onde havia preocupação com residências que correriam risco de desabar. Segundo Miranda, não houve necessidade de desocupar as casas. A prefeitura distribuiu lonas e as famílias carentes foram cadastradas para receberem telhas. O Parque Nossa Senhora das Graças foi o bairro mais atingido.
Em Ventania, o granizo que caiu entre 8h30 e 9 horas da manhã de ontem destruiu o telhado de aproximadamente 40% das casas da área central da cidade, calculou a assistente social da prefeitura, Daiane Pasetto. A prefeitura, segundo ela, distribui lonas e colocou o ginásio de esportes à disposição das famílias atingidas, mas até o final da tarde de ontem ninguém havia deixado suas casas. A prefeitura, informou Daiane, está tendo que comprar telhas em outros municípios para distribuir às famílias carentes.
Em Telêmaco Borba, pelo menos, 40 casas foram atingidas pelo granizo. O sargento do Corpo de Bombeiros, Tadeu Moarassu Machado Pinto, disse que as aulas em uma pré-escola tiveram que ser suspensas por causa do risco de desmoronamento. O muro em frente à pré-escola, que fica cima de um barranco, cedeu. Outras cinco famílias, segundo ele, também foram orientadas a deixar suas casas.
A previsão do Instituto Tecnológico do Paraná (Simepar) é de que o tempo permaneça instável, hoje, nas regiões centro-sul, leste, sudeste e nordeste do Estado. Já nas regiões oeste, sudoeste e noroeste paranaenses, a previsão é de melhoria em consequência da massa de ar frio que desloca pelo setor norte da Argentina. No sudeste e centro-leste do Estado, onde o céu permanecerá encoberto, as temperaturas continuam baixas.


